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Gravataí, Rio Grande do Sul, Brazil

Bem vindo amigos

A criação deste Blogger tem como objetivo divulgar a minha criação de canários e metodologia de criação. Assim como servir de instrumento para troca de informações entre os criadores e apaixonados.Também uma forma de ajuda para os que estão iniciando na criação e divulgar alguns dos conhecimentos adquiridos ao longo do tempo,,, Que já é quase uma vida.
Os meus objetivos na criação é de sempre buscar o modelo standard dentro de cada COR ou Porte e em virtude desta busca ter um plantel cada vez melhor.

Doenças e Prevenções

Abaixo cito algumas das medidas que utilizo para melhorar a qualidade do ambiente do canaril e que certamente irão refletir na saúde dos pássaros. Também relato as doenças e as pragas mais frequentes nos criatórios de aves e formas de prevenção.

Medidas que melhoram a qualidade dos pássaros do canaril.
    • Lavar as mãos com sabão desinfetante após manipular pássaros doente ou suspeitos.
    • As verduras quando não souber a procedência, deixar elas de molho na água antes de servir.
    • As maçãs devem ser servidas sem a casca, devido ao excesso de agrotóxico aplicados nas mesmas.
    • Não utilize serragem de madeira para guardar os ovos que serão colocados para chôco, pois a serragem possui cupinicida.
    • Na alimentação manual dos filhotes, desinfetar a espátula de alimentação para cada ninho atendido.
    • Bebedouros limpos e água nova todos os dias.
    • Os Comedouros que são servida a farinhada para os filhotes, devem ser trocados todos dias por comedouros limpos e desinfetados.
    • Sementes de boa procedência, macias e limpas sem poeira, cascas e cavacos. Quando estiver com poeira adicione uma colher de sobremesa de óleo de girassol para cada 2 kg de semente que a poeira ficará grudada no óleo.
    • Boa ventilação no interior do canaril.
    • Ambiente interno sem poeira.
    • Telas de proteção de insetos e outros animais, nas portas e janelas do canaril.
    • O piso do canaril deve ser lavado com desinfetante a cada 2 dias.
    • Quando utilizar vassoura, utilize a mesma molhada para evitar poeira.
    • Isolar em gaiolas individuais os canários em tratamento de doenças e os adquiridos do outros criadores.
    • Compre canários somente de criadores que prezem pela qualidade de suas matrizes, instalações e manejo.
    • As sementes devem ser guardadas em potes fechados.
    • Fornecer banho para os canários pelo menos uma vez por semana e adicionar na água do banho produtos quem combatam as pragas dos tipos, piolho e traças de penas.
    • Gaiolas sempre de arame galvanizado, evite as gaiolas de madeira ou fibra. As gaiolas de arame são mais fáceis de desinfetar pelo fato de algumas bactérias resistirem até 130 graus celcius.
    • Padronizar as gaiolas e todos os componentes contidos, bebedouros, comedouros, poleiros e ninhos.
    • Boa iluminação interna.
    • Obedecer o horário de luz solar para o manejo dos pássaros. Lembrar sempre que os pássaros são foto sensíveis, qualquer alteração nesta ponto podemos provocar a muda das penas fora da época.
    • O ideal é manter um canário por gaiola, se não poder, tente pelo menos manter melhores canários do seus plantel em gaiolas separadas. Meditas para evitar as contaminações de doenças pela debicagem das fezes de canários contaminados.       
    • Não manter pássaros em excesso numa única gaiola. Eu prefiro manter os machos separados, um em cada gaiola e quatro fêmeas no máximo por criadeira e nas voadeiras de 1,20m, coloco no máximo dez canários.
    • Antes de utilizar uma gaiola, seja ela nova ou usada, tenho como costume de lavar a gaiola com água fervente.
    • Para combater os mosquitos pode ser utilizado os aparelhos elétricos com pastilhas de refil com repelente,  preservando a  distância de 2 metros das gaiolas.
    • Utilize gaiolas confortáveis e com boas dimensões.
    • Distribua os poleiros de uma forma que obriguem o canário a voar.
    • Evitar a circulação (visitação) de pessoas no canaril. Na época de reprodução lacrar canaril, somente o tratador deve entrar.  
    • Não utilize os protetores de gaiola, pois eles são focos de todos os tipos de doenças e pragas. Os protetores de gaiolas é uma espécie de saco de pano com elástico em todo o seu contorno, que tem como função evitar que as cascas das sementes sejam lançadas para fora da gaiola.
    • Oferecer banho de sol para os canários (Ver na pasta Miscelaneas Importância dos banhos do Sol).
    • Utilizar os antibióticos somente nos últimos casos. A dosagem e a periodicidade devem ser conforme a bula ou indicação do profissional especializado.  

    Nota sobre os cuidados que se deve ter quando for administrar medicamentos via bico quando  o canário estiverem batendo o bico ou Chiado ou com dificuldades de respirar.
    Quando o canário estiver batendo o bico por motivo de obstrução na garganta, seja ela provocada por ácaros,  ou aspergilose, difteria e outras. Não devemos colocar remédios pingados no bico. Tenha a paciência e coloque uma gota  do medicamento em uma superfície limpa e liza e com a ajuda de uma espátula pequena, vá passando o remédio em cima da lingua da ave. Um fato que venho reparando a bastante tempo, é que a Ivermectina quando fornecida via bico causa um aumento de volume na regiões afetadas pelas lesões e este fato pode levar ao bloqueio total da garganta, isto pode ocorrer quando a lesão estiver muito grande. Já tive algumas mortes de canários desta forma, mesmo tendo todo o cuidado na aplicação do antiparasitário. Por este motivo os remédios são colocados via bico e a Ivermectina costumo a utilizá-la arrancando uma pequena pluma entre os encontros das asas e em cima, pingo uma gota de Ivermectina.

    O Bico dos Canários.
    O bico do canário é composto por duas partes. A parte superior é chamada de Culmem e a parte inferior  é chamada de Gônio. Estas duas estruturas são compostas por uma formação óssea responsável pela força e rigidez e pela forma do bico. Estas duas estruturas são revestidas por queratina. A queratina é responsável pelo crescimento da estrutura do bico, tendo o seu crescimento no sentido lateral e na ponta do bico. As duas partes são unidas pela comissura do bico, que é uma estrutura muscular responsável pela mobilidade destas duas partes, sendo a comissura bem visível nos filhotes.

    Na alimentação Sólida; O bico tem como função principal à de obter e identificar os alimentos, triturá-los e cortá-los. Na trituração dos alimentos o bico tem a função semelhante à dos dentes humanos.
    Na obtenção da água; O bico tem como função principal de ajudar na sucção da água.
    No canário a forma de captação da água ainda não esta totalmente evoluída em relação as outras aves. Os Pombos por exemplo, possuem o sistema de sucção da água sem a necessidade de levantar a cabeça para levar a água para o interior da garganta, como acontece com os canários. 
    Na locomoção de Objetos; O bico tem a função de esgravatar o chão, prender, erguer e transportar objetos. Tendo a função semelhante a dos braços humanos.
    Na higienização; O bico tem papel fundamental servindo para catar e retirar os parasitas das penas, assim como impermeabilizar as penas com o sebo extraído da glândula localizada no uropígio. Todo o canário que possui qualquer anomalia no bico ou esta com problema do tipo; sapinho, pevite, são mais suscetíveis às  infestações dos parasitas, pois eles não conseguem efetuar a limpeza das penas.   
    Um Ato comum -Ave efetuando a limpeza das penas
    Quanto à forma; O bico do canário deve ter uma forma cônica e não alongada e de encaixe perfeito entre as duas partes do bico. Pelo fato de ter o encaixe perfeito, estas duas estruturas estão sempre sofrendo esfregamento entre elas, provocando o desgaste que serve para mantê-los sempre bem encaixados. Qualquer problema que cause o desencaixe das duas estruturas do bico, irá provocar o crescimento anormal do bico.

    Formas que podem afetar a estrutura do bico;
    • As Infecções; Nasais, do seios da face , Oculares e Otites.
    • Os problemas Estomacais;  Sapinho(Candidíase) e Pevite.
    • Transmissão Hereditária.
    • Ação Fúngica.    
    Nas Infecções; Nasais, Seios da face, Oculares, Otites, Sapinho e Pevite, devemos  combater a infecção com o uso de antibióticos.
    Nas Heranças genéticas;  Quando nos certificamos que o problema esta sempre presente dentro de uma determinada família de canários, devemos descartar os canários deste grupo.
    Fúngica; As lesões devem ser tratadas com rapidez, pois a tendência das lesões causadas pelos fungos é de evoluir muito rápido, causando a destruição do bico. Devemos raspar a região afetada e aplicar tintura de Iodo ou Azul de Metileno.
    Os excessos do bico podem ser retirados com o auxilio de uma tesoura pequena ou de um cortador de unhas. Após a retirada dos excessos, os locais do bico que foram aparados devem ser lixados com uma lixa de unhas.

    Bouba
    Pode manifestar-se na forma de Varíola e ou Difteria.
    Na forma de varíola; Manifesta-se na parte externa do corpo da ave, na pálpebra dos olhos, comensura do bico, crista e patas, formando tumores, rugas, feridas.

    Na forma de Difteria; Manifesta-se na parte interna do corpo da ave, formando pontos de infecções na laringe e faringe.


    Obs: Quando o vírus da bouba se manifesta nas duas formas, ou seja na forma de Varíola e Difteria é muito díficil a cura.
    A bouba é causada por um vírus grande (até 350 milimicras) da família Poxviridae, gênero Avipoxvirus, que não sofre mutação. É um vírus muito resistente aos desinfetantes comuns. Resiste nas camas aviárias por cerca de 2 anos em temperatura ambiente (Calor seco). É sensível ao calor úmido, resistindo apenas 5 minutos em temperatura de 120 à 130 graus Celsius.

    Tem caracter sazonal aparecendo mais na época das chuvas, sendo o trasnsmissor desta doença  os mosquitos portadores do vírus. A transmissão também pode ocorrer através do contágios de aves contaminadas pelo vírus.  A contaminação pode ocorrer por meio do AR, pelas secreções e pelo contato de ferimentos de aves infectadas.
    O vírus não penetra na pele do pássaro, a penetração acontece no tecido epitelial ou seja nas vias respiratórias.  Após penetração o vírus começa a agir em 72 horas.
    A duração da doença é de 2 a 3 semanas e em caso mais severo de 6 a 7 semanas.
    Na maioria das vezes (varíola) apresenta baixo risco de mortalidade nos pássaros bem nutridos. O canário que teve bouba e sobreviveu, nunca mais será acometido da doença. Mas será portador do vírus, podendo ou não, passar para sua prole.

    Uma das dificuldades para a vacinação da Bouba é que esta doença pode ser transmitida por  aves de espécies diferentes e para cada uma destas espécies, temos um tipo de vacina. A bouba pode ser transmitidas por Perus, Pombas, Galinhas, Patas,,,, Para todas estas aves temos vacinas de composição diferentes.
       
    Vacinas – POLIXIMUNE  R  C , fabricada nos Estados Unidos pela BIOMUNE e KANAPOX  R  fabricada na frança pela RHODE MERIEUX.

    Coccidiose
    Agente causador: Coccidias (Eimeria e Isospora)

    São parasitas pertencentes à família dos protozoários e dentro desta família estão situados dentro do grupo dos coccidios. Os coccidios são formados por esporozoários. Estes parasitas alojam-se dentro das células do aparelho digestivo do hospedeiro, onde se reproduzem e conseqüentemente existe um aumento de volume desta célula, formando um quisto, que culminará em um processo infeccioso e neste ciclo a coccodiose vai se alastrando e invadindo novas células. A coccidiosi causa lesão na parede do intestino, ocasionando hemorragias que podem ser observada nas fezes das aves e tamponamento do ânus. O contágio pode ser feito através das fezes das aves contaminados, que contem ovos destes parasitas e em bebedouro onde uma ave contaminada deixou restos de alimentos.  Quando identificado os sintomas de coccidiose a ave deve ser colocada em uma gaiola separada e deve ser medicada e todos os utensílios serem exclusivos desta gaiola.
    A higiene tem que ser máxima para que os restantes dos canários não sejam contaminados.
     
    Filhotes: Aves mais susceptíveis e frágeis desenvolvem os sintomas mais característicos da doença: mortalidade de filhotes em crescimento e os filhotes de primeira semana de vida, ainda nos ninhos, perda de peso podendo chegar até a síndrome do peito seco, perda da coloração das penas, doenças concomitantes, diarréia de ninho, diarréia amarela.
    Fezes pastosas, ou com muco, diarréia desde amarelada até com estrias de sangue ou pretas (sangue digerido) alimento mal digerido nas fezes, acompanhado de perda de peso, aumento excessivo de apetite, sendo que algumas aves até dormem ou morrem no comedouro, apatia e prostração, penas arrepiadas, “fêmeas suadas” no ninho, causado pela umidade das fezes dos filhotes com diarréia, ninhos úmidos, cloaca dos filhotes suja, problemas de pele e de muda atrasada.Um dos medicamentos que tem dado bons resultados como preventivo e a cura da desta doença é a Sulfaquinoxalina.Esta deve ser fornecedido pelo menos uma vez por ano para todo o plantel  como preventivo, devendo se ter o cuidado de administrar a dois meses antes do período dos acasalamentos. Como este produtos é a base de sulfa e esta pode causar a esterelidade momentânea da ave, que pode ser corrigida com a administração da vitamina  'E' na alimentação. A sulfa também causa processos hemorrágicos por diminuir o número de plaquetas no sangue, podemos corrigir este problema oferendo complexo ferroso na alimentação.

    Colibacilose
    Agente causador: Escherichia Coli (bactéria Gram negativa)
     
    Quando os filhotes morrerem após o 5.º ou 6.º dia, é bem mais grave, pois se passam os 3 primeiros dias, não se trata de falta de alimentação, mas sim de doença, pois, muito embora eles possam morrer em estado de eventual magreza, deve-se ao fato de estarem doentes e os pais ao constatarem isso, na maioria dos casos acabam por lhes deixar de dar comer.

    Normalmente a doença que aparecer entre o 5.º e o 12.º dia é a Colibacilose, originada pela bactéria Ech. Coli, que é a que mais mata filhotes no ninho e eventualmente também pode aparecer a Proventriculite.
    Se os pais estão aparentemente bem, é bem provável que seja Colibacilose a causa  da doença. Se os pais estão um pouco abatidos e gradualmente começam a ficar debilitados, pode ser bem pior, pois poder ser a Proventriculite a doença causadora da enfermidade e esta doença praticamente não tem cura.
    Vamos começar pela hipótese da Colibacilose. A colibacilose normalmente tem duas vertentes que atacam ao mesmo tempo, que é a por via intestinal e a das vias respiratórias, daí há necessidade de efectuar  o tratamento,  com 5 dias antes da previsível postura, que deverá deixar os canários imunes durante 15 dias à 25 dias, com  antibióticos  que possua a capacidade de prevenir e combater a Colibacilose, Coccidiose, Salmonelose e Micoplasmose. Para a prevensão e combate destas bactérias talvez  tenhamos que utilizar mais de dois antibiótico associados. 

    A Colibacilose é causada pela bactéria Escherichia coli  que é classificada como um germe gram-negativo do grupo dos coliformes. É  hospedeira comum dos intestinos dos canários e tantos outros animais,  inclusive do homem. A bactéria Escherichia coli  sempre esta presente nos organismos dos seres na sua forma parasitária (saprófito).  Não se manifestando na forma de uma patologia aguda,  quando o organismo esta saudável e equilibrado em seres adultos, mas tornando-se este um portador latente desta bactéria. Quando existe uma disfunção orgânica ou uma anomalia de manejo, que possam provocar a  baixa da resistência do organismo ou condições ambientais inadequadas ou até mesmo o stress, a colibacilose de coadjuvante passa a ser o vilão,  tornando-se uma patologia quase que fulminante no plantel. A alta taxa de mortalidade dos filhotes é devido à transmissão da bactéria pelos pais no momento da alimentação dos filhotes no ninho. Pois, os pais são portadores da bactéria Escherichia coli  e seus organismos estão imunes,  já possuindo anticorpos para resistir esta doença. Os filhotes quando nascem, eles não possuem os anticorpos para resistir esta bactéria, fato que os leva a morte.
    Devido ao fato de existir uma alta taxa de mortalidade de filhotes e os pais aparentemente estão saudáveis, concluímos que é bem provável que a morte dos filhotes sejam causadas pela  Escherichia coli.         

    Sintomas observados nos filhotes;
    • A Pinta preta observada na lateral direita do abdôme dos filhotes, na primeira semana de vida significa o aumento da vesícula biliar.
    • A morte embrionária nos primeiros dias de incubação.
    • A morte de filhotes na primeira semana de vida.
    • Alta mortalidade de filhotes na primeira quinzena de vida.
    • Filhotes com crescimento retardado e morte na primeira semana de vida.
    • Morte de filhotes mais velhos.
    • Presença de um mancha amarela dentro do abdômen (retenção do saco da gema) observado no abdome dos filhotes no  ninho.
    • Diarreia amarela, fétida, causada por toxemia (nunca foram encontrados casos de diarreia por E.coli em aves, apenas em  suínos).
    • Diarreia por alteração metabólica por insuficiente função hepática e renal.
    • Má digestão por retardo nas enzimas biliares.
    • Problemas de filtração e concentração da urina.
    • Infecções oculares com formação de massas amarelas de pus dentro do olhos dos filhotes ainda no ninho.
    • Excesso de uratos na urina (poliuria).
    • Dificuldade respiratória, cansaço, alta mortalidade de filhotes, febre.
    • Falta de apetite e ausência de sede, mesmo com febre.
    • Cansaço crônico (Doença Crônica Respiratória: Mycoplasma associado a colibacilose),artrites agudas com inflamação e dores articulares.
    Choque de Luz ou stress gerado por excesso de iluminação.
    Alguns canários quando em contato com uma fonte luminosa muito intensa entram em um estado de stress muito grande, chegando a ponto de perder as funções de coordenação motora e equilíbrio e até mesmo tendo convulsões. Quando isto acontece, devemos retirar o canário do lugar imediatamente e colocá-lo no seu lugar habitual. A rapidez para colocar a gaiola de volta no seu lugar habitual é para evitar que estas convulsões deixem algum tipo de seqüela. Tenho alguns canários que teen estas convulsões e um dia me descuidei e coloquei um destes canários problemáticos para o banho de sol, quando fui retirá-lo vi que o canário estava no fundo da gaiola todo embolado e imediatamente coloquei a gaiola de volta ao seu lugar. Passado um tempo voltei para verificar como estava o canário, ele já estava aparentemente bem, já estava no poleiro, mas puxando uma das patas em um movimento rítmico da pata sempre no mesmo tempo. Passado um dia o canário voltou ao normal. Até hoje não consegui compreender os motivos que levam os canários a entrar neste estado e de não ter encontrado uma explicação médica para o fato. Quando não submetidos à  fonte de luz excessiva, estes canários teen uma vida normal, procriam, cantam e não passam esta anomalia para os seus descendentes.
    Não tenho base científica no que eu  vou dizer, mas a hipótese que tenho é que esta anomalia esta relacionadas à deficiência no aparelho de captação de imagem ou seja na visão da ave. Acho que a pupila ao perceber o excesso de luz ela se dilata ou diminui e não volta para ao normal com a devida rapidez por motivos não conhecidos, levando o canário a ficar com a visão momentaneamente turva ou cega. O fato da visão ficar turva ou cega, gera um forte stress na ave, ocasionando o início das convulsões. Notei que sempre antes das convulsões o canário começa a piar incessantemente e perde a visão. Este fato também pode estar relaciona com a falta da vitamina “A” no organismo da ave.
    Um fato que me vem à mente relativo a visão, aconteceu na segunda guerra mundial. Um grupo de pilotos aéreos  tinha como tarefa de invadir uma determinada região montanhosa e esta operação deveria ser realizada a noite, logo, estes pilotos deveriam ter uma visão excepcional. Para ajudar melhorar a visão noturna destes pilotos, foram ministradas fortes doses de óleo de fígado de bacalhau na alimentação, que é rica em vitamina “A”. No caso dos canários quando ocorrer estas convulsões a melhor coisa a fazer é deixá-los descansar no seu lugar de costume.


    Foliculite ou Cisto Folicular nas  penas.
     
    Foliculite - No ponto para ser amarrada com barbante
    São tumores na forma de caroços ou bolas que aparecem na pele das Aves. Estes tumores  são formados por  penas que não conseguiram romper o poro da pele e gordura. Estes quistos começam a crescer na parte interna da pele. A pena possui uma forma para facilitar seu rompimento na pele, ela é envolvida por um tipo de cartucho formado de queratina chamado de canhão e a pena fica localizada no meio deste canhão. Conforme este canhão vai rompendo a pele a própria ave começa a retirá-lo, ficando somente a pena limpa. Os restos destes canhões podem ser visualizados pelas casquinhas brancas encontradas no fundo dos ninhos dos filhotes quando os limpamos.
    Como foi citado anteriormente, estes tumores são formados por penas. Alguns criadores afirmam que estes Cistos são originados devido ao erro de acasalamento no que tange a avaliação da plumagem, gerando canários com penas muito moles. Até melhor avaliação deste problema, acho que a pena mole é o efeito e a causa é o fechamento no poro, que pode ser provocado por bactérias ou até mesmo ácaros formando um processo infeccioso. Digo isto pelo fato da foliculite também acontecer em humanos. A foliculite geralmente ataca o bulbo dos pêlos interno das narinas provocando o entumecimento do local e gerando muita dor. Também cito um fato que me aconteceu recentemente. Comprei um canário já com 3 anos de excelente forma em todos os sentidos em Agosto e  na  primeira  muda  ficou cheio de foliculite. Uma pergunta que fica no ar, se as penas eram moles por que não apareceu a foliculite na primeira muda da sua vida a dois e meio atrás?

    Existem algumas maneiras de tratá-las;
    • Deixá-la secar naturalmente que é um processo muito demorado.
    • Limpar ao redor da foliculite retirando algumas penas e passar pomada com anestésico em toda a foliculite. A próxima etapa é molhar na água um pedaço de barbante fino e amarrar a base da foliculite, cuidar para não estrangular. A primeira amarrada é somente para dificultar a irrigação do sangue no local. A técnica tem o seguinte objetivo de ir apertando o barbante de tempo em tempo, até que e a foliculite seque e caia. A primeira amarrada deve ser somente para dificultar a corrente sanguínea. O aperto do barbante deve acontecer toda a vez que o mesmo estiver frouxo. Deve cair em torno de 30 dias. Um detalhe muito impotante para quem utilizar este método, é devemos deixar que a foliculite cresça bem para efetuar a amarração. Temos uma expressão que define este momento, "A Foliculite esta Madura", ou seja não irá crescer mais.
    • Retirar a Foliculite via cirurgia feitas por médicos veterinários.
    Não tente espremer a foliculite, pois podem existir vasos sanguineos no local e causar hemorragia.
      Limpeza das cascas nas patas dos canários
      Uma opção boa e de custo baixo para a limpeza das patas dos canários é utilizar a polpa da folha da Babosa batida no liquidificador junto com a um pouquinho de água. Depois de liquidificada é só passar a pasta nas patas dos canarios e soltá-los nas gaiolas. 
      Aloe Vera, a Babosa
      Machucados em geral
      • Se a anilha estiver próximo do ferimento, deve ser cortada com alicate especial de corte de anel de  aves     para deixar o local  do ferimento livre para facilitar medicação.
      • Lavar o ferimento com a mistura de água e água oxigenada (10 vol.) meio a meio.
      • Se houver lesão da pele no ferimento, passar tintura Azul de metileno ou violeta de genciana, esperar secar, dê alguns assoprões para ajudar a secar mais rápido.
      • Aplicar a mistura das pomadas Cataflan Gel + Bovigan, meio a meio em cima da tintura e massageando bem.
      • Se o canário estiver febril ou seja com as penas meio levantadas e ao pegá-lo notar que esta um pouco quente, este calor pode ser comparado com o calor de uma fêmea no chôco. Aplicar uma gota de qualquer medicamento para pássaros a base de sulfa. Quando for aplicar a gotinha no bico  (em cima da língua), cuide para que o bico do canário não esteja  na vertical , por que a medicação poderia ir para os pulmões. Procure  deixar o bico na horizontal e com uma pequena inclinação para cima ou vire o bico de lado. Se tiver dificuldade de abrir bico da ave, utilize um palito de palitar os dente, tire as pontas do mesmo para não ficar perigoso e insira no meio dos bicos e aplique o medicamento em cima da língua da ave. Repita estes procedimentos por 3 dias. Os ferimentos das patas são muito demorados para curar.
      Muco em excesso
      As aves muitas vêzes perdem peso por estarem com doenças que não lhe permitem a ingestão das sementes fornecidas e estas doenças podem se manifestar de uma forma mais branda como também de uma forma mais aguda, as vêzes até passando desapercebidas.
      Quanto ao uso da Ivermectina (Alax e Ivomec) tem ação desparazitadora e acaricida, mas nunca como vermífugo e também não deve ser colocado junto a água dos bebedouros quando for Ivermectina injetável, pois a solução possui óleo(Não é solúvel), ficando separada na camada de cima da água do bebedouro.
      Quanto ao excesso de MUCO pode ser em decorrência de diversos fatores, os mais comuns são;
      .
      Ácaros do Papo: Estes se alojam inicialmente no papo das aves e se não forem tratadas com rapidez, podem migrar para o saco aéreo e pulmões. As lesões destes ácaros são causados pelas garras dos ácaros que se fixam nos tecidos internos, causando a incessante passada de bico no poleiro ou comprimindo o pescoço e espirrando para tentar se livrar destas pragas. Eu utilizo o produto Alax no encontro dos asas, nos casos mais graves uma gota no bico.
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      Candidiase: Vulgo sapinho. Uma das características desta doença é que a gaiola fica com as cascas das sementes digeridas pelo canário, grudadas nas grades da gaiola. Na fase mais aguda a ave não consegue abrir as sementes mais duras, devemos ajudar, aumentando as sementes negras e a alpiste pode ser socada com pilão para soltar a casca, gema de ovo com Mel também é um santo remédio. Maçã, eu não utilizo.....devido a acidêz.
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      Pevite ou Pevide: A identificação desta doença acontece, quase no ciclo final da doença, onde aparece uma Capa Esponjosa cobrindo a ponta da língua, causada por um verme chamado Syngamus trachea ou Singamose. Pode ser transmitido de ave para ave através da alimentação no bico ou pelas fezes de aves contaminadas por  este parasita. As fezes das aves contaminadas pela singamose possuem ovos destes vermes, que quando ingerido por outra ave , esta passa a hospedar este parasita e inicia todo um novo ciclo da doença. Após a entrada deste parasita no organismo via oral, o parasita se instala na Traquéia da ave, que é o seu local preferido e começa a obstruir parcialmente ou em sua totalidade a traquéia da ave. Nos locais onde estes vermes se alojam, são causadas lesões e perfurações dos tecidos da traquéia , levando a um quadro de inflamação no local, podendo facilitar a instalação de bactérias que irão causar o excesso de muco. Não adianta somente arrancar a capa espojosa da ponta de língua, pois esta capa é apenas a ponta do iceberg. Temos que combater os vermes caudores da doença e as medidas para combater são;
      • Isolar os canários portadores em gaiolas individuais.
      • Colocar todos os possíveis portadores juntos para acompanhar se a doença se manifesta.
      • Higienização máxima nestas gaiolas.
      • Não utilizar comedores e bebedouros vindos destas gaiolas para serem utilizados em outras gaiolas, sem antes passarem pelo desinfecção.
      • Fornecer vermífugo que combata a singamose. Fique atento ***pois, alguns vermífugos não combatem.
      Ave c/Pevite e Capa esponjosa retirada - clique p/ampliar 
      Para Candidiase e a Pevite, eu utilizo Violeta de Genciana. Embebo um cotonete na violeta de genciana tiro o excesso de líquido do cotonete e passo em toda parte interna da boca da ave, faço isto por uma semana. Se tiver  febre pelo menos um dia, eu administro antibiótico de largo espectro(uma gota no bico). Para candidíase também pode ser utilizado o Micostatim diluido no bebedouro ou duas gotas no bico. O canário que apresentar alguma destas doenças, deve ser colocado em gaiola individual e a sua gaiola devem ser higienizada diáriamente. Para a higienização pode ser utilizado um pano úmido com a mistura de água com bactericida (clorofina). 

      Micose de Pele
      Provacada por Fungos ou Bactérias que se alojam em uma determinadas partes do corpo da ave, provocando a queda de penas e deixando em amostra a pele da ave. Para combater a micose devemos utilizar água oxigenada (10 vol), meio a meio com água destilada ou comum. Embeber um cotonete com as misturas das águas e passar em toda a área afetada. Passar o cotonete com mais ênfase nas regiões limites da micose que é onde estão ativos os  parasitas. Um cuidado devemos ter quando utilizamos a água oxigenada, ela não podem cair nos olhos da ave, pois se cair pode deixar a ave cega. Quando a queda de penas estiver localizada na região dos olhos e for provocada por Micose, lavo a região atigida com colirio a base de cloranfenicol, na proporção de 1 para 5 de água destilada e logo em seguida passo a pomada terramicina oftálmica, que é produzida para uso humano.
      Micotoxicose
      Agente causador: toxinas oriundas do metabolismo dos fungos existentes nos alimentos, fungos estes principalmente do grupo Aspergillus ssp.

      As toxinas mais comuns nos alimentos são produzidas por: Aspergillus flavus (14 tipos de toxinas), Aspergillus ochracens (ocratoxina do tipo A e B), Fuzarium (produz grande número de toxinas, sendo as mais importantes a Zearalinona e a Trichothecena). São toxinas termoestáveis, ou seja, não são destruídas por nenhuma forma de calor, não existe antídotos contra elas, apenas adsorventes e inibidores para serem usados nos alimentos. Estes fungos acometem qualquer tipo de sementes e cereais, e são destruídos pelo calor. Aquecendo as sementes, tostando ou deixando ao sol, podemos ter uma semente novamente sem fungo, mas as toxinas que já foram produzidas nunca serão destruídas. Estas toxinas são acumuladas no organismo da ave à cada ingestão de alimentos. Para sua desintoxicação, a ave demora 4 meses, pelo menos, para eliminar todas as micotoxinas e deixar os órgãos se regenerarem.
       
      Sintomas:
      Fatores de influência: Os sintomas dependem do tipo de fungo, do tipo de toxina, da quantidade ingerida, o tempo de manutenção deste alimento contaminado na criação, das condições de manejo geral do plantel, da qualidade do balanceamento nutricional, do estado de saúde geral das aves, da fase da vida que a ave se encontra.
      Filhotes: Diminui o ritmo de crescimento dos filhotes, mortalidade de filhotes no início da incubação, mortalidade de filhotes na primeira semana de vida; morte de jovens e adultos posteriormente aos filhotes. Inicialmente letargia, anorexia, redução do crescimento, penas arrepiadas e asas caídas. Posteriormente, ataxia motora, opistotonos e convulsões.
      Geral: Hematomas por fragilidade capilar, morte em 24 horas em casos de grave contaminação, aumenta riscos de infecções secundárias. A micotoxina denominada ocratoxina causa mortalidade alta nas primeiras 24 horas, principalmente por causar lesões renais graves (fezes branca grudadas na cloaca, a ave força a cauda para baixo, como para limpar a cloaca). A micotoxina F2 produzida pelo Fuzarium, causa queda na postura. A mortalidade pode variar, porém dentro de padrões altos.

      Mycoplasmose
      Sinônimos: Doença Crônica Respiratória (DRC); “Doença do Peito Seco”.
      Agente causador: Mycoplasma gallisepticum, Mycoplasma synovei



      A micoplasmose das aves é uma doença multifatorial, enquanto todo contado dos animais receptivos com o M. gallisepticum determina uma infecção com formação de anticorpos, mas não determina geralmente, o aparecimento de manifestações clínicas ou de lesões anatomopatológicas. A apresentação de lesões presentes requer a participação de outras causas. Uma vez produzida a infecção, os animais só costumam apresentar sintomas clínicos quando submetidos a estresse; como as mudanças de alojamento, o começo da postura, carênciais nutricionais, más condições de manejo, aglomeração excessiva, tratamento anti-helmíntico, escassez de água de beber e vacinação. Estes fatores de estresse favorecem o início ou piora da evolução da doença. (BEER, 1999).

      Sintomas:
       
      Doença Crônica Respiratória (DRC): O Mycoplasma é o agente primário da Doença Crônica Respiratória (DCR). Os sintomas agudos ocorrem a partir da contaminação secundária de bactérias, por exemplo Escherichia coli. Os sintomas clássicos iniciais são um quadro respiratório crônico são progressivos.
      • As aves apresentam ruídos respiratórios de inspiração e expiração e os movimentos respiratórios associados aos movimentos da cauda em pêndulo.
      • Obstrução nas narinas.
      • Coriza purulenta e escoriante.
      • Alteração da forma e aumento do diâmetro das narinas, muitas vêzes de forma irreversível;
      • Sinusites crônicas, com destruição dos seios nasais.
      • Artrites crônicas de difícil tratamento gerado dificultades de locomação.
      • Articulações inchadas.
      • Queda de imunidade crônica do plantel, aparecendo várias doenças repetitivas e de difícil de tratamento, sintomas inespecíficos de uma única patologia, surtos freqüentes de patologias oportunistas, como exemplo a Candidiase (sapinho).
      • Mortalidade de filhotes no final da incubação (morte do embrião na fase de eclosão do ovo), filhotes que não conseguem sair totalmente do ovo ou que nascem muito debilitados e fracos. (Observação: não existe casca de ovo muito dura, como dizem os criadores, considerada a causa de morte de filhotes, o problema está na falta de saúde do filhote em quebrar a casca e nascer).
      • Lesão no saco aéreo na primeira semana de vida, observada ao exame de necropsia do filhote ou do ovo com embrião morto.
      Tratamento;
      Para BEER (1999), o tratamento foi eficaz a diversos antibióticos, que podem ser administrados por via oral ou por via parenteral. Segundo o mesmo autor, o mais adequado é a tilosina. Mas podem ser administrados preparos de cloranfenicol e oxitetraciclina, em doses que variam de 25 – 50 mg / Kg.

      O Peito Seco
      A denominação técnica ou científica para o peito seco é caquexia ou emaciação. Pois esta enfermidade esta relacionada ao estado de fraqueza, mal estar, desgaste, perda de apetite, prostração, podendo evoluir até a morte, quando não tratada imediatamente.
      Também pode ser relacionada com a falência e a diminuição da eficiência do sistema imunológico. Vale a pena ressaltar que o peito seco não é uma doença e sim um sintoma de alguma doença já instalada, que leva a ave a ter essa síndrome.
      Uma das características mais evidentes e que originou o nome da patologia é a redução da musculatura peitoral , com a exposição proeminente do externo ou quilha.
      O peito seco pode ter várias etiologias ou seja causas, que podem variar desde um parasitismo, infecção fúngica, bacterianas ou virais, tumores, coccidiose, problemas nutricionais, doenças metabólicas ou problemas de manejo , como instalações inadequadas, falta de higiene e má qualidade da água ou qualquer outra inadequação que possam favorecer a queda da imunidade da ave, propiciando a instalação de alguma doença.
      O peito seco instala-se porque ocorre alguma patologia que leva a ave a ter o seu consumo alimentar reduzido, conseqüentemente reduz o seu aproveitamento energético da alimentação e com isso a ave começa a repor as energias utilizando-se das suas reservas de gordura para suprir as sua necessidades calóricas. Quando se esgota  a reserva de gordura, o organismo da ave começa a queimar o glicogênio e por  último começa a queimar as sua s reservas de proteínas armazenadas nos musculos, sendo que a maior parte desta musculatura esta localizada na região do peito ou seja na musculatura peitoral.
      Além da visualização da quilha saltada na forma de um fio de faca, uma outra característica é poliúria, que é o excesso de urina e o puliuratos,  que é excessos de uratos por degradação protéica, a famosa diarréia branca.
      Para identificar o tratamento a primeira coisa a ser feita é identificar a causa possível da doença e o sucesso dependerá do estado geral da ave. O quanto mais rápido for tratado a doença, mais chances teremos de recuperá-la, pois esta é uma enfermidade que consome todas as reservas de energia da ave.

      Dificuldade na postura dos ovos
      Embora não se trate propriamente de uma doença, a dificuldade em expulsar os ovos pela cloaca pode ser devida a vários fatores, entre os quais o tempo frio, a falta de substâncias minerais e ovos com  tamanho anormal.
      A dificuldade na postura ou como popularmente chamamos de “ovo preso”, onde a fêmea apresenta-se agachada num canto da gaiola ou dentro do ninho com as penas eriçadas e fazendo pequenos movimentos com o corpo, como se tentasse em vão expulsar o ovo.
      Podemos e devemos interferir para evitar a perda da canária. A melhor forma de auxiliar a canária a expulsar o ovo é pegá-la com todo o cuidado, segurando-a por cima e colocando a parte da cloaca e parte inferior do corpo, próxima a uma fonte de vapor morno. Este vapor morno poder ser obtido com o aquecimento de água em uma chaleira no fogão. Devemos passar a mão pelo vapor para verificarmos a distancia que devemos colocar a cloaca da canária ou seja não pode ter calor excessivo. Normalmente este procedimento produz a dilatação da cloaca e muitas vezes chega a pôr o ovo naquele mesmo instante na nossa mão. Neste procedimento devemos ter o cuidado para não quebrar o ovo trancado no interior da canária, pois se isto acontecer, será muito difícil salvá-la. Com o passar do tempo o criador consegue localizar a região em que o ovo está localizado, utilizando a apalpação suave com os dedos na região abdominal da canária.  
      Nos casos mais graves, é necessário colocar uma gota de azeite com o auxílio de um conta-gotas no interior da cloaca e submetê-la ao vapor morno.

      Salmonelose
      Sinônimos: Diarréia branca; “Doença da Pinta-preta”
      Agente causador: Salmonella ssp. Salmonella gallinarum (atinge especificamente aves), Salmonella typhimurium (freqüente em aves silvestres), S.pullorum, S.bareilly, S.anatum, S.enteritidis, S.thompson, S.orinienburg, etc.

      Sintomas:
      Forma Aguda: diarreia severa de coloração variável entre a cor castanha a avermelhada, “diarréia branca”, que na verdade, é um excesso de uratos na urina (poliuria), febre, perda de peso, perda de apetite e sede, penas arrepiadas,aves emboladas, mancha roxa ou cor de vinho no abdômen (hepatomegalia), pinta preta no lado direito do abdômen dos filhotes com 1 semana de vida (hiperplasia da vesícula biliar), debilidade de filhotes, morte rápida.
      Forma Crônica: Artrites crônicas

      Prevenção e Tratamento
      da Salmonelose,Colibacilose e Coccidiose

      O filhote hidratado revigora-se após as fases de debilidade, doença, susto ou choque térmico, consegue restabelecer as defesas orgânicas durante períodos de mudanças bruscas de temperatura, doenças gastro-intestinais, durante e após o tratamento de doenças infecciosas e após uso de antibióticos. Use o soro antistress e soro de torneio Hidrafort na dose de 1 grama em 50ml de água até 10 dias.
      A coccidiose é uma grande causa da morte de filhotes de primeira semana de vida e filhotes no desmame (usamos em nosso criatório o Coccinon Vitasol na dose de 20g por litro durante 20 dias, podendo ser usado de forma contínua, e dose de 40 a 60 gramas por litro apenas 4 dias para tratamento.
      NalytH Baby é usado no desmame e na primeira semana de vida. Indicamos a realização de exames de fezes no período de muda e na pré-reprodução. Estes produtos são agregados a papinha Energet.
      Probióticos promovem modulação da flora intestinal das aves, e controle da proliferação de bactérias e leveduras patogênicas, que provocam quadros de diarréia. Previne a diarréia de ninho, auxilia na redução da “pinta preta” e na retenção do saco da gema nos filhotes. O uso deve ser anterior ao nascimento dos filhotes pois, prepara a flora do trato digestivo dos pais antes do nascimento dos filhotes, para que estes já recebam alimento com a flora microbiana saudável (ProbLac Plus).

      Os ácidos orgânicos incrementam a eficácia alimentar; auxiliam na manutenção da criação nos períodos de stress, estimulam o sistema imunológico, auxiliam nas respostas vacinais, favorecem a conversão alimentar. Prevent é indicado e promove o controle da flora intestinal, diminuindo diarréia, controlam o crescimento de fungo e bactérias dos alimentos; e agem na prevenção e controle da Salmonelose e Colibacilose dos filhotes.

      As lesões de patas, a pinta Preta ou Salmonelose e a Colibacilose tem respondido bem a antibióticos de largo espectro e suplementação nutricional, respectivamente Ampicilon (dose de 20gramas em 1 litro de água 7 dias) e o Rovital-C (dose de 5 gramas em 1 litro 5 a 7 dias seguidos e manutenção 2 vezes por semana na água de bebida dos filhotes e adultos).

      Problemas com Pé e Pernas (Revista AOMAR-2004)
      Um dos problemas rotineiros observados em criações de passeriformes é lesão nas patas e nos pés. Como sinais clínicos destas lesões, dependendo do agente causador, podemos observar claudicações, manifestações de dor, coloração avermelhada em articulação, prurido, inchaços das articulações descamações da pele e até sangramento. Para se chegar a um diagnóstico do problema é preciso uma avaliação conjunta dos seguintes fatores: observação atenta da gaiola onde a ave se encontra alojada, a qualidade do alimento fornecido e exame clínico completo da(s) ave(s), analisando além dos órgãos afetados, outros sistemas, para se verificar se o quadro é localizado ou sistêmico.
      Diversas são as causas, infecciosas, distúrbio metabólicos, traumáticos, deficiências nutricionais, alterações comportamentais, neoplasias, ação por agentes físicos. Iremos discorrer brevemente sobre os mais comuns, que são: agentes infecciosos (bacterianos, fúngicos, virais ou parasitários), traumatismos, deficiências nutricionais, distúrbios metabólicos.
      1)Origem traumática – Pode ocorrer por traumas nos poleiros, com fissuras na pele do coxim plantar seguida de infecção bacteriana secundária. A presença de ave agressiva dentro de uma gaiola junto com outra ave, ocasionando traumatismo desta última. Automutilação por stress. Colocação de anilhas fora do padrão com constrição da perna e conseqüente necrose tecidual chegando à perda do pé. Fraturas também podem ocorrer. 

      2)Origem metabólica – A gota articular geralmente acomete as articulações dos coxins plantares (dedos) e tíbiotarso-metatarseana. Provocada pela deposição de ácido úrico nestes pontos. Comuns em dietas ricas em proteínas. 

      3)Origem infecciosa – Quadros de pododermatites 
      • Bactérias – agente como Staphylococcus aureus, agente mais freqüente, Pseudomonas aeruginosa, Mycobacterium tuberculosis, geralmente associados a processos primários. Diagnosticados com base em cultura, biópsia e citologia.
      • Fungos – Aspergillus, Dermatophyto. Podem atuar como agentes primários ou serem secundários a processos imunodepressivos. Podem estar associados à infecção bacteriana.
      • Virais – Provirus (Bouba aviária), Herpes virus, Papilomatode. Diagnóstico mais difícil pela natureza do agente e o tipo de material a ser coletado.
      • Agentes parasitários – Knemidocoptes sp. Geralmente provocam quadros de prurido intenso nos pássaros e descamação de tecido. 
      4)Deficiências nutricionais – deficiências de zinco, manganês, vitamina A, ácido fólico, biotina que podem ser cause de lesões na pele. Alimentação desbalanceada em termos de cálcio e fósforo, que podem dar causa à fraturas.

      Problemas de Fungos em Unhas e Dedos
      A doença é de difícil reconhecimento nas suas fases iniciais porque o pássaro afetado só levanta a pata doente nas fases adiantadas, quando a unha geralmente está irremediavelmente perdida. O início, por vezes, é caracterizado por lesões brancas ou amarelas ou engrossamento da ponta do dedo comprometido, fatos comuns a outras doenças das patas de canários. Geralmente o que caracteriza o quadro é a presença de uma lesão que se inicia dentro da matriz da unha e em poucos dias, recobre toda a unha. Neste estágio a unha já está morta e não se observa o filete sangüíneo que a nutre. A lesão não se destaca em alguns casos, pode haver contaminação secundária resultando em septicemia e morte do pássaro.

      Diagnóstico Laboratorial
      Os  exames histológicos dos dedos amputados infectados foram analisados e ficou contatado um processo inflamatório crônico com edema, extasia e congestão de vasos sanguíneos e as presenças de formas fúngicas em hifas curtas e blastosporos, sugestivas de Tinea verrucosum, que acomete seres humanos provocando lesões verrucosas. Outra característica marcante é a ausência do filete vasculo nervoso que nutre a unha.

      Tratamento
      Quando percebemos a lesão verrucosa recobrindo a unha, geralmente não há tratamento eficaz que recupere o dedo. Os cremes e pomadas a base de imidazólicos são pouco eficientes, pois não alcançam os fungos que estão localizados na matriz da unha. Os que alcançam melhores resultados são à base de oxiconazol (oceral) e bifonazol (mycospor). Os esmaltes para uso humano, com alta concentração do princípio ativo, como o “tralem” para unhas e o “loceryl”, pelas mesmas razões, também apresentam eficácia reduzida. O tratamento local que apresenta melhores resultados, embora cause espanto, é
      a imersão da pata afetada em ácido sulfúrico a 50% por 20 a 30 segundos, seguidos de lavagem em água corrente. Este procedimento é inócuo, não restitui o aspecto normal da unha, mas impede sua evolução.

      Profilaxia
      Algumas medidas simples, embora trabalhosas, são eficientes na prevenção de casos novos. Todas são do conhecimento dos criadores mas, muitas vezes, negligenciadas.
       
      • Criadouro seco, arejado, limpo, ensolarado e sem superpopulação. Lembramos que o número máximo de canários por metro cúbico de volume do criadouro é cinco.
      • Plantel sadio. Todas as aves que apresentarem o problema devem ser submetidas a isolamento e tratamento, ou amputação da parte afetada. Recomendamos a desinfecção do dedo com iodo e a amputação com bisturi ou faca aquecidos até ficarem vermelhos e nova desinfecção. O calor do instrumento promove a hemostasia. Quando ocorrer sangramento, usamos hemosthal ou uma gota de superbonder. Um procedimento prático é a utilização de instrumento para fazer gravuras em madeiras, o "pirógrafo". A extremidade metálica funciona como termocautério (Cauterizador).
      • revisar periodicamente as patas dos pássaros, lavando com pinho sol ou outro desinfetante.
      • Poleiros. Pensamos que aí está o principal ponto de contaminação das unhas. Devem ser limpos a cada 2 a 3 semanas. Os poleiros de plástico são bem mais práticos para limpeza, além de não reterem tanta umidade.
      • Grades. Local onde o canário mais coloca as patas depois dos poleiros. Devem ser trocadas pelo menos 1 vez por semana. As grades sujas são imersas por 24 a 48 horas em água com detergente, para amolecimento das fezes, e limpas com escovas ou máquina de jato d'água sob pressão. Feito isto, devem ser novamente imersas em água com cloro, formol, iodóforos ou sais quaternários de amônia por mais 24 horas e, secas ao sol.
      • Não deixar os jornais de forração da bandeja inferior e poleiros, molhados ou úmidos de um dia para o outro. A umidade junto com resíduos das fezes, mais o calor, aumenta consideravelmente a proliferação de bactérias. Este   controle na limpeza ajudará a diminuir as incidências de fungos e micoses de pele. Muito importante lembrar; a grade do fundo da gaiola deve estar sempre acima da bandeja dos jornais.       
      • Alimentação de boa qualidade.
      O Texto acima foi editado pela FOB

      Considarações sobre o texto acima;
      As medidas citadas no texto acima  por mais rudes que pareçam, são utilizadas por muitos criadores. Inclusive faltou a opção de secar a parte do dedo infectada com a amarração um fio de seda bem fino. Confesso que não tenho a coragem de fazê-las. Para os fungos de unhas e infecções nos dedos e patas, utilizo os medicamentos citados no texto "Machucados em geral", que é a tintura de violeta de genciana, o Bovigan e o Fenaflan gel. Com estes medicamentos tenho obtido bons resultados. A violeta de genciana tem a função de higienizar e secar o local da lesão. O bovigan é um potente antiinflamatório utilizado para curar mastite de vaca e o fenaflan gel é antiinflamatório muscular e analgésico. Os dois juntos proporcionam a utilização da pata machucada em poucas horas no poleiro. Leva um bom tempo, mas cura. Um detalhe que devemos estar atentos; Quando se utiliza de procedimento que levam o canário a sentir DOR ou muito STRESS, o canário fica com medo do indivíduo que causou o trauma. Quando tenho que amarrar uma foliculite, geralmente peço para  um criador que utilize este método para fazê-lo, justamente para que o canário não perca a confiança no criador, pois como já citei anteriormente a docilidade do canário é uma das virtudes que seleciono no meu plantel.
      Pragas e Vermes

      Ácaros
      É a designação comum a algumas espécies (excluindo os carrapatos que compõem a ordem Ixodida) de artrópodes da subclasse Acarina(Acari), pertencentes à classe dos aracnídeos, subclasse à qual pertencem mais de 30.000 espécies conhecidas, apesar de possivelmente existirem muitas outras não classificadas. Os ácaros do pó domiciliar são visíveis apenas ao microscópicoe medem entre 200 e 500 micrômetros. Nos canários são responsáveis pela Acariose ou o Ácaro do Papo, onde o ácaro se fixa com suas garras afiadas na via respiratória da ave, causando lesão e agonia.

      Sintomas; O canário fica o tempo inteiro tentando expelir o hospede indesejado da garganta. Começa a passar o bico insistentemente no poleiro e para de cantar. Se pegarmos o canário e aproximamos dos nossos ouvidos escutaremos um chiado na respiração da ave ou até mesmo um grunhido. O tratamento deve ser a base de Ivermectina. Nos casos mais grave uma gota direto da língua da ave e na forma de prevenção uma gota nos encontro das asas da ave. Se possível retirar uma pequena pluma do encontro e colocar em cima uma gotas de Ivomec. Se for necessária uma nova dose de Ivermectina a mesma deve ser aplicada em um intervalo de 15 dias.Pode ser aplicado nos canários adultos em qualquer época do ano, até quando estão acasalados e com filhotes.Se optar pelo o Ivomec utilizado para desparatizar os cachorros este deve ser colocado em uma seringa de injeção com agulha para  quem injeta insulina, que é a mais fina. Apenas uma gota no bico.Atualmente ja Existem produtos apropriados para combater os ácaros do papo dos canários, eu utilizo o ALAX que tem como princípio ativo a Ivermectina. Em 2012 eu estou utilizando a Ivermectina Pour On 2%.

      Desenho dos ácaros que atacam o sistema respiratório das aves
      Observações: A Ivermectina utilizada nos canários é Ivermectina 2%, existem hoje no mercado a Ivermectina gold 3,2%,mas ainda não soube de algum criador que a tenha usado. Existem duas formas de atuação orgânica da Ivermectina; a injetável e a Pour On. 
      A Ivermectina injetável é aplicada com seringa de injeção abaixo da pele em animais de grande porte,tipo; bois,cavalos,etc. Se for colocado externamente sobre o pelo ou pele, não faz efeito, pois o seu princípio ativo não tem o poder de penetração sobre a pele. Logo, quando optamos por utilizar a ivermectina injetável em nossos canários, devemos colocar sobre a língua da ave. Se for colocado a Ivermectina injetável sobre a pele ou penas não irá surtir efeito. A ivermectina injetável não deve ser colocada nos potes de água ou garrafas de água dos canários, pois a sua solução é a base de óleo. A Ivermectina Pour On, também utilizada em animais de grande porte, tem a capacidade de penetrar na pele e se espalhar rapidamente por todo o organismo. Tenha muito cuidado quando utilizar a Ivermectina PourOn, não deixe que o produto caia sobre sua pele, utilize luvas. A forma de aplicação; Deve ser administrado uma gota de Ivermectina por cada 6 gramas de peso. A gota deve ser aplicada com uma seringa, utilizando a agulha mais fina a de aplicação de Insulina. Nota: Se necessário aplicar uma nova dose de Ivermectina, esta ser aplicada após 35 dias da última dose. Veja mais dados sobre a Ivermectina na pasta Miscelâneas.                     
      Insetos em Geral
      Para combater os insetos do tipo; formigas, aranhas, piolhos, moscas e outros, podemos optar por duas formas:
      • Retirar as aves do local e aplicar o SBP azul aerosol a base de piretrina em todos o canaril. Podendo logo em seguida repor as aves nos seus lugares.
      • Retirar as aves do local e pulverizar com K-otrine 25, utilizando 20 gotas por litro de água. Deve ser aguardado que o ambiemte fique seco e antes de colocar os canários, o local deve ser limpo e varrido ou aspirado. O bom do K-otrine 25 é que ele tem ação residual.

      Mosquitos
      Devem ser mantidos fora do canaril, pois causam diversos danos aos nossos canários, atacando geralmente os filhotes quando estes estão na fase de empenamento e picando(sugando) a região das patas das aves adultas. Os  mosquitos também atuam como vetores de diversas doenças, entre elas cito a BOUBA. Para combatê-los devemos ter as telas de proteção de insetos nas aberturas do canaril e a noite podemos utilizar os aparelhos  elétricos com as pastilhas de repelentes, sempre preservando a distância de 2 metros das gaiolas.    

      Piolhos
      É o nome geral dado aos insetos ordem Phthiraptera (do grego phthirus=achatado; a=sem; ptera=asas), que contém mais de 3000 espécies. Estes insetos não têm asas e são parasitas externos de mamíferos e aves. Os piolhos são atualmente classificados em quatro subordens:
      • Anoplura: piolhos sugadores, inclui o piolho humano 
      • Rhyncophthirina: parasitas de facóqueros e elefantes 
      • Ischnocera: parasitas das aves 
      • Amblycera: piolhos mastigadores
      Os piolhos habitam o cabelo ou pelagem do hospedeiro, onde se alimentam de sangue, resíduos da epiderme ou de penas e secreções sebáceas. Cada espécie tem uma relação exclusiva com um determinado tipo de hospedeiro, o que significa que, por exemplo, um piolho de ave não infecta humanos e vice-versa.
      Nos canários conheço dois tipos de piolhos; O de cor castanha e o Vermelhinho ou Piolho de Fresta. O piolho de fresta ‘Vermelhinho’ é o pior, se esconde nos lugares mais difíceis de se achar e a noite se aloja nos canários para sugar o sangue ficando vermelhos devido ao sangue sugado da ave. Os canários infectados tornam-se apáticos com fome em excesso e param de cantar. Se não forem combatidos certamente levarão o canário à morte. Quando a fêmea esta infectada e nascem os filhotes os mesmos não vingam, morrem no primeiro ou segundo dia. Como características notá-se uma palidez  no corpo do filhote, acentuando-se no vermelho interno da boca que fica pálido.

      Uma forma de identificação da existência de piolhos no canaril é de examinar os papéis sujos retirado do fundo das gaiolas.Os papéis sujos devem ser colocados em uma sacola plástica de cor branca e quando a sacola estiver cheia ,fazer um nó com as duas alças da sacola, tendo o cuidado para não lacrar os papéis dentro da sacola,deixar algumas brechas  ou aberturas nas  laterais. Os sacos com os lixos devem ser retirados e colocados longe do canaril por medida de precaução e com as alças para cima.  No outro dia é só examinar a parte superior da sacola nas regiões das brechas, nó e alças. Se estiverem limpas OK, não devemos nos preocupar e seguir mantendo as medidas sanitárias de rotina. Caso existam piolhos nas bordas da sacola, vamos a luta contra o piolho, conforme  texto abaixo.

      Formas de combater o piolho;

      1 – Trocar canário de gaiola com todos acessório limpos. A gaiola e acessórios onde estava o canário deve ser mergulhada em água com clorofina. Antes de colocar o canário na gaiola limpa passar o SPRAY SBP AZUL em todos o pássaro evite passar o spray perto dos olhos canário.

      2 – Retirar todos acessórios da gaiola inclusive a bandeja do papel. Colocar KillRed com água em um borrifador e jatear  toda a gaiola e o canário. Não precisa secar pode deixar molhado mesmo.Após jatear, devem ser colocados todos acessórios limpos novamente na gaiola e o canário infectado.Esta gaiola deve permanecer longe das outras gaiolas até certificação de que o canário esta livre da praga.

      3 - Trocar canário de gaiola com todos acessório limpos. A gaiola e acessórios onde estava o canário deve ser mergulhada em água com clorofina. Colocar água morna em um pote e juntar KillRed na água. Colocar o  corpo do canário dentro da água do banho com exceção da cabeça no limite dos ouvidos, deixar algum tempo para algum piolhos morram afogados. Após secar o canário com papel toalha ou um pano limpo, revisar a ave, se ainda tiver piolhos banhar a ave novamente. Quando estiver limpo dos piolhos, lavar a cabeça da ave com algodão embebido na água do banho e secar a ave com secador de cabelo, utilizando calor mínimo.

      Quando for banhar os canários procure fazê-lo pela manhã para que as penas sequem até a noite.
      4 - Quando não é possível banhar os canários para combater os piolhos, podemos utilizar os talcos piolhicidas para canários, que são muito eficientes e eficazes. A aplicação é simples, proteja ou cubra  a cabeça da ave com algo que não permita que o pó do talco seja aspirado ou que caia nos olhos da ave.  Feito isto, é só ir abrindo a plumagem com os dedos  e ir colocando um pouquinho do talco, o talco deve ser espalhado com os dedos ou pode ser utilizado com o pincel de barbear. Não exagere na quantidade de talco aplicado, coloque apenas uma fina camada. No final retire os excessos de talco.
      5 - Uma forma eficiente e econômica de detetizar uma gaiola e utensílios utilizados por pássaros infectados por piolhos é de colocar a gaiola e todos utensílios utilizados nesta gaiola dentro de um saco de lixo grande e injetar spray inseticida dentro do saco plástico e em seguida fechar a boca de saco com um prendedor de roupa, deixando por algumas horas. Após, retirar a gaiola e componentes de dentro do saco plástico e lavar com água corrente e deixar secar.
      6 -  Aplicar duas gotas de Ivomec Pour On 2% no encontro das asas e não colocar banheira por uma semana.                  

      Prevenções
      • Antes do período dos acasalamentos  pulverizar todo o canaril com Kill Red.
      • Revisar minuciosamente por baixo das penas os canários que refugam o banho, para verificar se estão livres  das pragas. Os canários que refugam o banho, devem ser pulverizados com uma solução de água e Kill Red de tempo em tempo.
      • Revisar minuciosamente toda ave adquirida e colocá-la sempre em gaiola separada por um tempo determinado.
      • Aplicar SPRAY SBP AZUL nas aves adquiridas ou jatear com Kill Red.
      • Revisar semanalmente todas a gaiolas, principalmente as fendas dos poleiros e bandejas.
      • Periodicamente aplicar jato de Kill Red nas bandejas das gaiolas.
      • O banho deve ser oferecido semanalmente adicionado 5 gotas de vinagre de maçã ou 4 gotas de Kill Red diluídos 50% de água.
      • Não permitir contato das aves do canaril com aves silvestres.
      • Os Ninhos se possível com bordas de cor clara para ajudar na visualização do inseto e pragas.
      • Não utilizar os forros de espuma dos ninhos que foram atacados por piolhos, mesmo que estes estejam limpos. Pois os piolhos sobrevivem dentro dos alvéolos da espuma até mesmo quando colocados de molho na água e alvejante. Por tanto, certifique-se sempre quando for utilizar os forros de espuma que já foram utilizados para que os mesmos não contenham parasitas.
      • Para quem utiliza os forros de espumas para os ninhos, antes colocá-los, polvilhe um pouco de palco piolhicida no verso do forro. 
      Piolhos e outros

      Todas as aves são portadoras de ácaros, piolhos e outros. Algumas destas pragas teen funções importantes no ciclo de vida das espécies. Os ácaros teen a função de remover os tecidos mortos, funcionando como se fossem os abutres em relação aos animais mortos.
      Todo o criador sabe da existência destas pragas, alguns juram de pé juntos que seus canários não possuem piolhos. Não ter piolhos em um canaril é quase impossível, o que  realmente acontece é que nestas instalações estas pragas estão sob controle, ou seja convivendo em equilíbrio com os seus canários.
      O controle de pragas fica mais fácil em instalações que possuam o controle da temperatura interna em seu interior, pois, ao controlar a temperatura no canaril, se consegue controlar a proliferação dos piolhos e outras pragas. Os piolhos costumam a aparecer e multiplicar-se em ambientes com temperaturas de mornas a quentes e abafados.
      Uma forma de combater os piolhos é identificar as aves que são prováveis portadoras de piolhos.

      << O MAIOR PROPAGADOR DE PIOLHOS NA ÉPOCA DOS ACASALAMENTOS SÃO OS FORROS DE ESPUMA REUTILIZADOS DE OUTROS CASAIS.TENHAM MUITO CUIDADO QUANDO UTILIZÁ-LOS, MESMO QUE TENHAM SIDO LAVADOS. >>

      << KILL RED – Como estão aproveitando diversos produtos com o este nome, sendo alguns muito nocivos a qualquer ser vivo, aconselho a não utilizá-los. Os produtos que utilizamos para combate de piolhos chamado de Kill RED é um produto para combater pulgões em laranjeiras, tem a cor branca e tem a forma de emulsão e que tem ação inofensiva ao ser humano e ao meio ambiente.>>   
      Modo de identificar estas aves;
      • Aves com quistos de penas.
      • Defeito no bico.
      • Canário Embolado.
      • Penas eriçadas.
      • Ausência de canto.
      • A presença de piolhos na grade ou bandeja na gaiola.
      • Ao colocar a ave em exposição direta ao sol, os piolhos começam a aparecer na superfície das penas.
      • Morte de filhotes pequenos.
      • Ovos chocados com a coloração da casca enegrecida ver imagem abaixo. 

      Em relação a imagem: Note que o ovo azulado da esquerda esta normal e os ovos do meio e da direito estão enegrecidos de muco das lêndeas. 


      Formas de propagação destas pragas;
      • Contato com aves silvestres.
      • Aves vindas de outros criadores.
      • Via roupa do tratador ou visitante.
      • Forros de ninhos mal  lavados.
      • Ninhos com o fundo de pano, corda ou feltro mal lavado.
      • Potes de sementes e sementes vindas de aves contaminadas.
      Formas de controle;
      • Limpeza semanal das bandejas, utilizando água com desinfetante e repelente.
      • Limpeza semanal das gaiolas com um pano úmido com água e desinfetante.
      • Nos pássaros que tiveram o banho forçado; espalho uma camada fina  de talco piolhicidas na bandeja e coloco o papel por cima.
      • Banho forçado; coloco o canário em uma gaiola e em local ensolarado e com pouca corrente de ar, aplico jatos finos com uma mangueira de água, molhando a aves completamente. Terminado banho, o canário deve ser e seco em papel toalha e revisado para ver se possui piolho. Se tiver tentar retirar o máximo possível de piolhos e repetir o mesmo processo depois de dois dias, até eliminar todos os piolhos. O importante na limpeza é desfazer os tufos enrijecidos de penas onde ficam as lêndeas dos piolhos e após secos aplicar talco piolhicidas. 

      A lêndea é o ovo que mais tarde se transformará em piolho. Ela tem um período de incubação de oito dias. Depois de nascer e dentro de mais oito dias ele começa a se reproduzir. Cada fêmea de piolho pode botar cerca de 200 ovos. Quando o piolho nasce, ele tem uma vida de mais ou menos 40 dias. A prevenção e a eliminação completa deles, dependem de você conhecer  o ciclo de vida destes parasitas.
      O aparecimento dos piolhos não tem relação nenhuma com a falta de higiene, mas sim, com o calor e umidade do local. Um dos maiores problemas para combatê-los, é que assim como as bactérias, elas também são resistentes aos medicamentos. É por isso que novas fórmulas sempre são lançadas no mercado.

      Abaixo segue texto que contem algumas informações referentes aos testes feitos com produtos piolhicidas disponíveis no mercado. Não é um estudo atualizado, mas, vale como base para quem esta pensando em utilizar produtos piolhicidas em suas instalações.       

      Texto traduzido
      Revista: Int J Dermatol, 01 de Maço de 2010. 

      Há uma falta de dados confiáveis sobre a eficácia dos produtos pediculicidas vendidos no Brasil. 

      MÉTODOS: 
      Foram realizados ensaios "ex vivo" (são avaliações feitas com piolhos vivos) utilizando oito produtos comercializados:

      -Kwell, Clean Hair, Keltrina e Nedax - com 1% de permetrina 
      -Deltacid e Pediderm                 - com 0,02% de deltametrina 
      -Dois produtos "naturais" (Piolho e Lendea, Pilogenio). 

      Também testamos o Keltrina Plus (permetrina a 5%) e produtos caseiros tradicionais e um produto com base de ivermectina utilizados em medicina veterinária. 

      Os piolhos foram imersos nos compostos por 3 minutos e lavados depois de 20 minutos para simular o típico modo de um protocolo de tratamento in vivo. Após a imersão, os piolhos foram examinados para verificar a suas condições de sobrevivência. Este processo é verificado por 24 horas, após os piolhos serem retirados da imersão.
      RESULTADOS:
      Dos produtos contendo permetrina; a mais alta mortalidade foi observada com Kwell 97,9% e Clean Hair 90,2% após 4 horas. 

      Keltrina, Nedax, Keltrina Plus e os dois produtos com base de deltametrina; mostraram apenas um mínimo de eficácia, inferior a 60% após 4 horas.
      Os produtos caseiros mostraram uma eficiência muito baixa, com exceção do óleo de coco puro com a mortalidade de 80% após 4 horas. O produto baseado em ivermectina causou uma mortalidade de 100% após 4 horas. 

      CONCLUSÕES:
      A maioria dos produtos brasileiros de mercado não mostra uma eficácia satisfatória no combate aos piolhos. A resistência pode estar presente. Ivermectina e óleo de coco são compostos promissores para o tratamento. Testes laboratoriais devem ser utilizados para avaliar os padrões de resistência e para identificar formulações de princípios ativos que aumentam a eficácia. Testes padronizados devem ser realizados antes que um produto seja licenciado para tratamento de piolhos.

      Prof. Dr. Carlos Fernando S. Andrade
      Depto. Biologia Animal - UNICAMP