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A criação deste Blogger tem como objetivo divulgar a minha criação de canários e metodologia de criação. Assim como servir de instrumento para troca de informações entre os criadores e apaixonados.Também uma forma de ajuda para os que estão iniciando na criação e divulgar alguns dos conhecimentos adquiridos ao longo do tempo,,, Que já é quase uma vida.
Os meus objetivos na criação é de sempre buscar o modelo standard dentro de cada COR ou Porte e em virtude desta busca ter um plantel cada vez melhor.

Genética e Acasalamentos P/Canários de Cor

Genética dos canários

Verdecillo - Origem dos canarios domesticos
Todos os canários existentes hoje, originam-se do canário silvestre que tinha sua cor verde acinzentado, certamente o acinzentado nada mais era o nevadismo da plumagem para ajudar na camuflagem. Notem quem o ancestral era nevado e hoje o fator de dominância é da plumagem é intensa, ficando o fator nevado como fator recessivo. 
O canário ancestral era verde hoje temos mais de 600 cores homologadas, tudo isto devido  a estudos e cruzamentos realizados pelos criadores com a finalidade de obter novas cores e até mesmo de buscar padrões de canários já extintos.
Na realidade qualquer canário possui apenas duas cores que podem ser transmitidas geneticamente; o Marrom (Feomelanina) e o Negro (Eumelamina).
A cor de fundo branca, Amarela ou Vermelha que nos visualizamos nos canários é gerada pela coloração da gordura. Esta cor é fabricada pelo fígado da ave, que ao desdobrar o caretono ingerido obtém a vitamina ‘A’ e o restante irá pigmentar o tecido gorduroso. A grosso modo a pena funciona como se fosse uma caneta tinteiro antiga, transmitindo a cor da gordura no seu interior.

Devido a este fato chamamos esta côr de fundo de; Cor Lipocrômicas (Lipo=Gordura + chrôma=Cor).

O canário de cor branca foi obtido através de um canário amarelo que teve problema de sintetização do caroteno pelo fígado. Pelo fato de não poder sintetizar o caroteno, ele também não produzia a vitamina ‘A’ e não gerando esta vitamina o canário em pouco tempo ficava cego. A insuficiência de vitamina “A” nos seres causa a Xeroftalmia. Diante deste fato os criadores identificaram o problema e começaram a fornecer a vitamina ‘A’ produzida em laboratório para os canários brancos. Com o passar dos tempos o organismo dos canários brancos começaram a se adaptar e a produzir esta vitamina, mas a pigmentação na gordura não aconteceu. Devido a este fato não se consegue hoje (2010) colorir canários Brancos. Uma prova da descendência dos canários Amarelos e Brancos dos canários verdes é a cor dos olhos; são “Negros”, com excessão dos INOS. 
O canário atual sofreu ao longo do tempo algumas modificações e mutações. Algumas explicadas cientificamente e outras ficam a critério de roleta da vida ("O surgimento do Canário Amarelo") ou seja ainda não temos o conhecimento suficiente para entender.
Partimos do nosso canário ancestral, os canários verdes e relacionamos as evoluções ou mutações que foram ocorrendo ao longo do tempo;
  • O canário perde a Eumelanina e Feomelanina  em conseqüência, surge o canário amarelo.Esta mutação ocorreu por volta de 1713.
  • O canário verde perde a Eumelanina, sendo que a Feomelanina ocupa o lugar da Eumelanina no manto melânico e em conseqüência, surge o canário Canela.Esta mutação ocorreu por volta de 1710.
  • O canário Branco Dominante. Possui a predominância da cor branca na sua plumagem, com leves traços da cor amarelo nas pontas das asas, uropígio e penas da cauda. Surge na Inglaterra por volta de 1737.
  • O canário Amarelo com problema de assimilação do caroteno pelo fígado e em conseqüência não havia a pintura das penas, ficando as penas brancas. Surge o canário Branco Recessivo, esta adaptação ocorreu por volta de 1908 na Nova Zelândia.
  • O canário verde sofre uma mutação com a diluição da Eumelanina e em conseqüência surge o canário Ágata.Esta mutação ocorreu por volta de 1910.
  • O canário Isabelino surge com o cruzamento de Canela e Ágatas.
  • O cruzamento do Tarin da Venezuela com o Canário, surgem os canários vermelhos, mosaicos e o fator de refração “AZUL” por volta de 1920.
  • O canário com fator pastel  (duplo fator de diluição)  surgiu por volta de 1957.
  • O canário com fator Opalino surgiu por volta de 1962.
  • O canário Amarelo Marfim surgiu por volta de 1950.
  • O canário com fator INO surgiu por volta de 1965.
  • O canário Satine (Cetim-Acetinados - INOS ligados ao sexo) surgiu pro volta de 1970 na Argentina.
Noções de acasalamento de canários quanto às penas e plumagem.
OBS; O Fator intenso e nevado não são transmitidos pelo cromossoma sexual. São heranças Autossomais.

A esquerde Canário Vermelho Intenso a direita Vermelho Marfim Nevado
Canário Nevado; Apresenta uma névoa branca na plumagem em virtude das pontas das penas e plumas não conseguirem ser pintadas. Em virtude desta névoa a côr lipocrômica não aparece com toda nitidez. São canários geralmente com grande volume de penas e que aparentam serem maiores que os canários intensos, mas não o são. Nos canários da linha escura fica um pouco mais visível a presença da feomelanina na plumagem e das listras melânicas nos flancos.

Canário Nevado/Intenso Schimel; Apresenta uma névoa branca na plumagem em torno do pescoço. Estes Canários não são considerados nem Nevados e nem Intensos e geralmente são fêmeas, produzidas por erros de acasalamentos. No Brasil não são julgados em concurso, mas em alguns países existe o julgamento da classe Schimmel.
Canário Intenso; Apresenta nitidez da todas as cores da plumagem que formam a envoltura do canário e a beleza da cor lipocrômica da ave.

Canário Duplo Intenso; Apresenta nitidez de todas as cores da plumagem que formam a envoltura do canário e a beleza da cor lipocrômica da ave. São produtos de acasalamentos de canários de plumagem Intensa com plumagem Intensa. Os problemas dos duplos intensos é que eles não têem uma boa estrutura de penas, tendo uma plumagem muito curta e com algumas falhas, geralmente ao redor dos olhos e ao redor do bico. São excelentes para produzirem canários de côr para os concurso. O segredo é saber utiliza-los. O criador não pode insistir em acasalar Intenso com Intenso sempre, deve ter alguns canários duplos intensos para corrigir o plantel seja quanto ao tamanho das aves e corrigir o comprimento das penas.

A literatura aconselha sempre a acasalar canários intensos com canários nevados que é uma forma de errar menos nos acasalamentos de canários. Eu tenho como princípio nos acasalamentos de formar os casais conforme o tipo de pena. Procuro sempre acasalar os canários intensos de penas curtas ou duplo intensos com os canários intensos de penas longas. Tenho muito poucos canários nevados no meu plantel. Este tipo de acasalamento me permite controlar o tamanho dos canários do meu plantel. Gosto de canários pequenos e com penas bem aderentes ao corpo, onde a ave possa exibir todo expledor da côr lipocrômica.

Conceito que tenho em relação as penas conforme a categoria da plumagem. Os canários intensos (padrão) teem as penas menores em comprimento e menos larga que os nevados. Os canários intensos de penas longas são canários impróprios para os concursos, pois apresentarão fachos de penas soltas em sua plumagem. Os nevados teem as penas mais longas em comprimento que os mosaico e mais largas que os mosaicos. Os canários nevados que apresentem as penas mais curtas são excelentes para concursos e criação.

A literatura também diz que os acasalamentos de intenso com intenso gera geneticamente a "carga letal", ou seja a morte do embrião dentro do ovo. O que tenho a dizer; que utilizo este tipo de acasalamento e nunca tive problema. O único problema que tenho notado é a má formação da plumagem, pelo fato das penas ficarem muito curtas.

Genética de Acasalamento no que envolve a plumagem;
Intenso  - Caráter de Dominância - Representada pela letra   I
Nevado -  Caráter Recessivo        -  Representada pela letra  n
Machos apresentam cromossomas XX e as fêmeas XY.

Simulação;
Macho Intenso portador de nevado (In)  com fêmea nevada (nn)
Macho     Fêmea
XX      -    XY
I n            nn
1 – In – obtido cromossoma I do macho com o primeiro  cromossoma n da fêmea.
2 – In  - obtido cromossoma I do macho com o segundo  cromossoma n da fêmea.
3 – nn - obtido cromossoma n do macho com o primeiro cromossoma n da fêmea.
4 – nn - obtido cromossoma n do macho com o segunda  cromossoma n da fêmea.
Logo teremos, 50% dos filhotes Intensos portadores de nevado e 50% de nevados.

Macho Intenso portador de nevado (In)  com fêmea Intensa portadora de nevado (In)
Macho     Fêmea
XX      -    XY 
I n            In 
1 – II  -  obtido cromossoma  I  do macho com o primeiro  cromossoma  I  da fêmea.
2 – In -  obtido cromossoma  I  do macho com o segundo cromossoma  n da fêmea.
3 – In -  obtido cromossoma  n do macho com o primeiro  cromossoma  I  da fêmea.
4 – nn - obtido cromossoma  n do macho com o segunda cromossoma  n da fêmea.
Logo teremos, 25% dos filhotes Duplos Intensos, 50% intensos portadores de nevado e 25% de nevado.

Genética dos olhos da cor vermelha dos canários.
Algumas linhas de canários tem a cor dos olhos vermelhos por toda a sua vida e esta condição é passada via transmissão genética e em outras linhas apresentam a cor avermelhada em determina das fases da sua vida. 
Na linha dos canários canela e isabelino, os seus olhos ficam claros somente nas primeiras semanas de vida, após eles vão escurecendo. Os filhotes canela ao nascerem, seus olhos tem a cor rosada e com o passar dos dias ficam da cor castanha escura. Os filhotes isabelinos nascem com os olhos vermelhos e com o passar do tempo ficam com os olhos castanhos claros. O fato acontece na linha canela e isabelino devido estas linhas de canários não possuírem a eumelanina negra na sua genética. Sendo a eumelanina negra responsável pela aparência negra da cor dos olhos. A membrana do fundo do globo ocular é negra para os seres que possuem a eumelanina negra em sua genética e para os não tem, esta membrana fica com a cor da pele.
Linha de Canários de Olhos de cor Vermelha por transmissão genética
Lipocrômicos
Albinos  Canários da cor branco recessivo de olhos vermelhos
Lutinos  Canários da cor amarelo de olhos vermelhos
Rubinos Canários da cor vermelha  de olhos vermelhos
Melânicos 
Acetinados (Satiné)
Topázios
Feomelanicos (INOS)
Obs: Veja complemento em deste assunto no final desta página em O Surgimento dos Canarios Feomelanicos - Fator INO.

Características genéticas da transmissão do gene dos olhos vermelhos:
Os olhos de cor vermelha podem ser transmitidos por Gene de acetinados ou Inos. Podemos ter um canário Branco de olhos vermelhos que a origem genética dos olhos vermelhos podem ter sido transmitida por acetinados ou INOS (Ou ambos). É quase impossível fenotipicamente identificar qual o gene que está presente nos canários de olhos vermelhos dos canários.
O gene da cor dos olhos vermelha dos acetinados tem a característica de ser ligado ao sexo e recessivo. O gene da cor vermelha dos olhos vermelhos dos Inos tem a característica de ser autossomal ou seja, transmitido quando ambos os cromossomas possuem o mesmo gene.

Exemplos de cruzamentos com enfoque da Genética de acetinados
Representação dos Cromossomos: OVA – Olhos vermelhos acetinados
                                                       OP   – Olhos Negros 
Exemplo1.
Macho Branco de olhos vermelhos (Gene acetinado) X Fêmea Branca de olhos negros
XX = X – OVA    X-OVA                 XY =  X- OP    Y NADA
1 2                                                3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP OVA )    - Machos  olhos negro portador de olhos vermelhos.
14 XY –  (OVA nada)  - Fêmeas de olhos vermelhos.
23 XX -  (OP OVA )    - Machos  olhos negro portador de olhos vermelhos.
24 XY -  (OVA nada)  - Fêmeas de olhos vermelhos.
Resultados;
50% serão machos olhos negro portador de olhos vermelhos.
50% fêmeas de olhos vermelhos.


Exemplo2.
Macho Branco de olhos negros portador de olhos vermelhos (Acetinados) X Fêmea Branca de olhos negros
XX = X – OP    X-OVA               XY =  X- OP    Y NADA
1 2                                            3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP OP )      - Machos  olhos negros.
14 XY –  (OP nada)    - Fêmeas de olhos negros.
23 XX -  (OP OVA )    - Machos  olhos negros portador de olhos vermelhos com genética de Acetinados.
24 XY -  (OVA nada)  - Fêmeas de olhos vermelhos  com genética de Acetinados.
Resultados;
25% Machos olhos negros.
25% Machos de olhos negros portador de olhos vermelhos genética de Acetinados.
25% Fêmeas de olhos negros.
25% Fêmeas de olhos vermelhos genética de Acetinados.


Exemplo3.
Macho Branco de olhos vermelhos (acetinados) X Fêmea Branca de olhos vermelhos (acetinados)
XX = X – OVA    X-OVA               XY =  X- OVA    Y NADA
1 2                                              3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OVA OVA )    - Machos  de olhos vermelhos genética de Acetinados.
14 XY – (OVA nada)   - Fêmeas de olhos vermelhos genética de Acetinados.
23 XX -  (OVA OVA )   - Machos  olhos vermelhos genética de Acetinados.
24 XY -  (OVA nada)  - Fêmeas de olhos vermelhos genética de Acetinados.
Resultados;
100% de olhos vermelhos genética de Acetinados. 


Exemplo4.
Macho Branco de olhos negros X Fêmea Branca de olhos vermelhos (acetinados)
XX = X – OP    X-OP                    XY =  X- OVA    Y NADA
1 2                                              3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP  OVA )   - Machos  de olhos negros portador de  olhos vermelhos genética de Acetinados.      
14 XY –  (OP nada)     - Fêmeas de olhos negros.   
23 XX -  (OP OVA )     - Machos  de olhos negros portador de  olhos vermelhos genética de Acetinados.    
24 XY -  (OP nada)     - Fêmeas de olhos vermelhos genética de Acetinados.
Resultados;
50% Machos olhos negros portadores de olhos vermelhos genética de Acetinados.    
50% Fêmeas de olhos negros.


Exemplo5.
Macho Branco de olhos negros portador de olhos vermelhos genética de Acetinados  X Fêmea Branca de olhos vermelhos genética de Acetinados  
XX = X – OP    X-OVA                  XY =  X- OVA    Y NADA
1 2                                                3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP  OVA )   - Machos  de olhos negros portador de  olhos vermelhos genética de Acetinados.      
14 XY –  (OP nada)     - Fêmeas de olhos negros.   
23 XX -  (OP OVA )     - Machos  de olhos negros portador de  olhos vermelhos genética de Acetinados.    
24 XY -  (OP nada)     - Fêmeas de olhos vermelhos genética de Acetinados.
Resultados;
25% Machos de olhos negros  portadores de olhos vermelhos genética de Acetinados.    
25% Machos de olhos vermelhos genética de Acetinados
25% Fêmeas de olhos negros
25% Fêmeas de olhos vermelhos genética de Acetinados


Exemplos de cruzamentos com enfoque da Genética dos INO. Transmissão autossomal. 
Representação: OVI – Olhos vermelhos INOS
                          OP – Olhos Negros 


Exemplo1.
Macho Branco de olhos negros X Fêmea Branca de olhos vermelhos (INO)
XX = X – OP    X-OP                    XY =  X- OVI   Y- OVI
1 2                                              3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP  OVI )   - Machos  de olhos negros portador de olhos vermelhos genética de INOS.      
14 XY –  (OP  OVI)    - Fêmeas de olhos negros portador de  olhos vermelhos genética de INOS.   
23 XX -  (OP  OVI)    - Machos  de olhos negros portador de olhos vermelhos genética de INOS.    
24 XY -  (OP  OVI)    - Fêmeas de olhos negros portador de  olhos vermelhos genética de INOS.
Resultados;
100% de olhos negros portadores de olhos vermelhos INOS para os machos e fêmeas


Exemplo2
Macho Branco de olhos vermelhos (INO) X Fêmea Branca de olhos vermelhos (INO)
XX = X – OVI    X-OVI                  XY =  X- OVI   Y- OVI
1 2                                              3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OVI  OVI )   - Machos  de olhos  vermelhos genética de INOS.      
14 XY –  (OVI  OVI)    - Fêmeas de olhos  vermelhos genética de INOS.   
23 XX -  (OVI  OVI)    - Machos  de olhos  vermelhos genética de INOS.    
24 XY -  (OVI  OVI)    - Fêmeas de olhos vermelhos genética de INOS.
Resultado;
100% de olhos vermelhos genética de INOS para os  machos e fêmeas


Exemplo3.
Macho Branco de olhos negros portador de olhos vermelhos genética de INO  X Fêmea Branca de olhos vermelhos genética de INO
XX = X – OP    X-OVI                  XY =  X- OVI   Y- OVI
1 2                                             3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP  OVI )  - Machos  de olhos negros portadores de olhos vermelhos genética de INOS.      
14 XY –  (OP  OVI)   - Fêmeas de olhos  negros portadores de olhos vermelhos genética de INOS.   
23 XX -  (OVI OVI)   - Machos  de olhos  vermelhos genética de INOS.    
24 XY -  (OVI OVI)   - Fêmeas de olhos vermelhos genética de INOS.
Resultados;
25% Machos de olhos negros portadores de olhos vermelhos genética de INOS.
25% Fêmeas de olhos negros portadores de olhos vermelhos genética de INOS.
25% Machos  de olhos  vermelhos genética de INOS.    
25% Fêmeas de olhos vermelhos genética de INOS.


Exemplo4 
Macho Branco de olhos negros portadores de olhos vermelhos genética INOS X Fêmea Branca de olhos negros portadoras de olhos vermelhos genética INOS
XX = X – OP    X-OVI                  XY =  X- OP   Y- OVI
1 2                                                3 4
Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  - (OP  OP )   - Machos  de olhos negros.      
14 XY –  (OP  OVI)   - Fêmeas de olhos  negros portadores de olhos vermelhos genética de INOS.   
23 XX -  (OP  OVI)   - Machos  de olhos negros portadores de olhos vermelhos genética de INOS.    
24 XY -  (OVI OVI)   - Fêmeas de olhos vermelhos genética de INOS.
Resultados;
25% de Machos de olhos negros
25% de fêmeas de olhos vermelhos
50% de fêmeas e machos de olhos negros portadores de olhos vermelhos c/genética INO.


Com o resultado deste trabalho podemos garantir que nem todos os acasalamentos entre canários de olhos de cor vermelha irão produzir filhotes com olhos da cor vermelha.
Se acasalarmos um canário macho Branco de olhos vermelhos de genética de INO com uma canária Branca de olhos vermelhos de genética de acetinados. O resultado será; 50% dos filhotes serão machos de olhos negros portadores de genética de olhos vermelhos dos INO e portadores da genética dos olhos vermelhos dos acetinados. As fêmeas terão 50%  dos olhos negros e portadoras de olhos vermelhos INOS.

Acasalamentos dos canários de cor conforme Linha de cor.

Alguns Acasalamentos permitidos de Canários lipocrômicos da linha clara

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Acasalamentos permitidos de Canários Negro, Marrom Oxidados - linha Escura Sem Fator

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Com Fator  ou Vermelhos, segue os mesmos acasalamentos dos sem fator, sendo que os canários cobres seguem as mesmas regras dos canários verdes.

Regras para de acasalamentos;

Nunca acasalar canários com fator e sem fator entre si.


Nunca acasalar canários de porte com canários de cor.


Nunca acasalar canário de plumagem nevado com canário de plumagem nevado.


Procurar equilibrar ou compensar os defeitos com o outro componente do casal. Abaixo cito alguns defeitos;
  • Rabo comprido X Rabo curto
  • Pena Longa X Pena Curta
  • Pernas Longas X Pernas Curtas
  • Pescoço Longo X Pescoço Curto
  • Cabeça Fina X  Cabeça Arredondada
  • Peito Saltado X Peito Normal
  • Pássaro Grande X Pássaro Pequeno
  • Assas Cruzadas X Assas Normais
Nos acasalamentos de canários negros não utilizar canários que não apresentem oxidação de bico, patas e unhas.

Nunca acasalar canários de oxidação máxima os; verdes, azuis, canela com canários diluídos Ágatas e Isabelinos.

Nunca acasalar canários com fator Mosaico ou Mosaico com canário sem fator Mosaico, pois o tipo da pena do canário Mosaico é mais larga. O resultado pode ser desastroso, podendo gerar filhotes Mosaicos com penas normais e canários normais com penas de Mosaico. Também os canários normais poderão herdar a meia lua branca dos mosaicos localizada entre as pernas e cloaca. Não existe Mosaico Nevado.

Nos vermelhos procure selecionar canários que mais assimilem o caroteno, ou seja que exibam o vermelho máximo na sua plumagem.

À esquerda Canário Vermelho Mosaica, direito Vermelho intenso
Dominância das Cores
Linha escura;
Os Negros (Verdes,azuis,cobres) dominam os Ágatas, Canelas e os Isabelinos e os Acetinados.  
Os Ágatas se equivalem na dominância aos Canelas e os dois dominam os Isabelinos e os Acetinados.  
Os Isabelinos dominam os Acetinados.


Linha clara ou Lipocrômicos;

Os Amarelos dominantes dominam os Brancos recessivos e os Brancos dominantes dominam os Amarelos.
Canário Amarelo Intenso
Genética dos acasalamentos das cores;

Nas aves os cromossomas dos machos e fêmeas são representados inversamente diferentes aos dos seres humanos. Nas aves os machos são XX (Homens XY) e as fêmeas XY (Mulheres XX). Para a linha de cor dos ágatas, canela, isabelino, pastel, acetinado, marfim, asa cinza e inos lipocromicos os albinos, lutinos e rubinos são heranças genéticas ligadas ao sexo. O cromossoma Y das fêmeas destes grupos de canários citados anteriormente possuem muito poucas informações genéticas, devido a este fato não é considerada sua carga genética nos modelos de previsão de cruzamentos genéticos dos canários.
Diferente da herança vinculada ao cromossoma sexual, existem as herança que são transmitidas independente do sexo dos pais e estas são chamadas de Heranças Autossomais, onde qualquer um dos componentes do casal pode ser portador. As mutações Autossomais podem ser; Dominantes ou Recessivas.


As Dominantes;Neste grupo estão o fator intenso e nevado, sendo que o fator intenso domina o nevado e Branco dominante e o Amarelo, sendo que o Branco Dominante domina o Amarelo.
As Recessivas;Neste grupo estão os Brancos, Opalinos e Feos, onde o branco é recessivo em relação ao Amarelo e os Opalinos e Feos são recessivos aos seus genes originais.
  
Na Linha Clara


Envoltura dos Brancos Dominantes: Nesta linha de canários fica bem nítida a força genética em relação a dominância das côres. Nota-se que mesmo a cor branca tendo a dominância, ela não consegue expurgar a cor recessiva Amarela.O cor branca se manifesta quase que totalmente na plumagem do canário com excessões nas bordas das penas das asas, no uropígeo, nos encontros das asas e peito, onde aparece a cor lipocrômica Amarela. Quanto menos cor lipocrômica tiver nestas áreas de indicação, melhor será o padrão de cor do canário.

Os Acasalamentos entre canários Brancos dominantes e canários Amarelos; Os canários Brancos Dominantes terão a cor branca como côr de dominância e a cor Amarela será a côr recessiva. A cor Amarela (recessiva) deverá aparecer minimamente na composição da cor da plumagem.
Canário Branco Dominante
Hoje a envoltura do canário Branco Dominante esta um pouco modificada do descrito acima; Estes canários já não podem ter o lipocromo amarelo no peito e na região do uropígio. O lipocromo amarelo nas pontas das asas deve ser quase que imperceptível e a tonalidade do amarelo, deve ser o amarelo bem tenue. Devido a este fato o componente do casal que for da cor amarelo (intenso ou nevado), deve ser de um amarelo fora dos padrões exigidos nos concurso ou seja deve ser um amarelo mais fraco para não carregar ou marcar muito a região lipocrômica das asas dos canários de cor Branco Dominante.
Macho Branco dominante   com    Fêmea Amarela  (Pura)
XX = X BrancoD  X = Amarelo     XY = X Amarelo   Y= Amarelo
1 2                                                 3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (BrancoD Amarelo)   -  Macho Branco Dominante portador de Amarelo
14 XY  - (BrancoD Amarelo)   -  Fêmea   Branco Dominante portador de Amarelo.
23 XX  - (Amarelo Amarelo)   -  Machos Amarelos puros ou hozigóticos.
24 XY  - (Amarelo Amarelo)   -  Fêmeas  Amarelas.

Resultado todos filhotes serão;
25% Machos Brancos Dominantes portadores de amarelo.
25% Fêmeas Brancas.
25% Fêmeas Amarelas
25% Machos Amarelos Puros.


Envoltura do canário Branco Recessivo:
O canário apresenta a cor branca  em toda sua plumagem. Geneticamente é de caráter recessivo e não ligado ao sexo e que necessitam conter as informações nos dois gametas da genética da cor branca na plumagem do canário. Nestes canários é necessário disponibilizar um pouco mais de vitamina ‘A’ na farinhada.


Canário Branco Recessivo

Macho Branco Recessivo    com     Fêmea Amarela

XX = X= BrancoR  X = BrancoR    XY = X= Amarelo   Y= Amarela
1 2                                                 3 4

Cruzamentos dos Cromossomos

13 XX - (BrancoR  Amarelo)  -  Machos Amarelos portadores de Branco Recessivo
14 XY - (BrancoR  Amarelo)  -  Fêmeas Amarelas portadoras   de Branco Recessivo
23 XX - (BrancoR  Amarelo)  -  Machos Amarelos portadores de Branco Recessivo
24 XY - (BrancoR  Amarelo)  -  Fêmeas Amarelas portadoras   de Branco Recessivo

Resultado todos filhotes serão;

50% Machos –  Amarelo portador de Branco Recessivo
50% Fêmeas Brancas.


-------------------------------------------------------------------------------
Macho Amarelo Portador de Branco Recessivo com Fêmea Branco Recessivo

XX = X= Amarelo  X = BrancoR    XY = X= BrancoR   Y= BrancoR
1 2                                                 3 4

Cruzamentos dos Cromossomos

13 XX - (Amarelo BrancoR)  -  Machos Amarelos portadores de Branco Recessivo
14 XY - (Amarelo BrancoR ) -  Fêmeas Amarelas portadoras de Branco Recessivo
23 XX - (BrancoR BrancoR)  -  Machos Brancos Recessivo
24 XY - (BrancoR BrancoR)  -  Fêmeas Brancas Recessivas.

Resultado todos filhotes serão;

25% Machos -  Amarelos portadores de Brancos Recessivos.
25% Fêmeas  -  Amarelos portadores de Brancos Recessivos.
25% Machos -  Brancos Recessivos.
25% Fêmeas  -  Brancos Recessivos.


Canários da Linha Escura ou Negra
A envoltura dos canários Verdes:  No dorso apresentam manto melânico composto de um conjunto de listras e bastões de cor negra com a pequena presença da cor marrom no limite das listras e bastões. Estas listras devem ser contínuas e largas no dorso, asas e flancos as listras que iniciam na cabeça são bem mais finas. As listras devem nítidas,retas,simétricas e centradas e a cor de fundo deve ser o amarelo, mais o fator de refração azul. Obs: A listras dos flancos são mais acentuadas nas fêmeas, podendo ser até um critério de dimorfismo entre machos e fêmeas nos verdes. As Patas e bicos devem ser oxidados. A cor de fundo diferencia a classificação da côr nestes canários melânicos; Se o canário tiver a côr de for fundo branco será classificado como Azul, se for amarelo será classificado como Verde, se for vermelho será Cobre.
Melaninas atuais dos canários verdes e azuis

Macho Verde Homozigótico (Puro)  com  Fêmea Verde (Pura)
XX = X VERDE  X VERDE         XY = X VERDE   Y NADA
1 2                                               3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  -  (verde verde)  - Machos   Verdes puros ou homozigóticos
14 XY  -  (verde nada)   -  Fêmeas   Verdes puras
23 XX  -  (verde verde)  -  Machos  Verdes puros ou homozigóticos
24 XY  -  (verde nada)   -  Fêmeas   Verdes puras

Resultado todos filhotes serão verdes puros, 50% machos e 50% fêmeas.
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Macho Verde Homozigótico (Puro)  com  Fêmea Azul (Pura)
XX = X VERDE  X VERDE         XY = X AZUL  Y NADA
1 2                                               3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  -  (verde azul)    -  Machos  Verdes portadores de Azul (Branco + Refração).
14 XY  -  (verde nada)   -  Fêmeas   Verdes puras
23 XX  -  (verde azul)    -  Machos  Verdes portadores de azul (Branco + Refração).
24 XY  -  (verde nada)   -  Fêmeas   Verdes puras

Resultado todos filhotes serão 50%  machos verdes portadores de azul e 50% fêmeas verdes.

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Macho Verde heterozigótico portador de Azul  com  Fêmea Azul (Pura)
XX = X VERDE  X AZUL           XY = X AZUL  Y NADA
1 2                                               3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  -  (verde azul)    -  Machos  Verdes portadores de Azul (Branco + Refração).
14 XY  -  (verde nada)   -  Fêmeas   Verdes puras
23 XX  -  (azul azul)      -  Machos  Azuis  (Branco + Refração) puros.
24 XY  -  (azul nada)     -  Fêmeas   Azuis puras

Resultado todos filhotes serão 25%  machos verdes portadores de azul e 25% machos azuis puros.
25% das fêmeas serão verdes puras e 25% das fêmeas serão azuis puras

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Macho Verde Heterozigótico  portador de Canela  com  Fêmea Verde (Pura)
XX = X VERDE  X CANELA       XY = X VERDE   Y NADA
1 2                                                3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (verde verde)   - Machos  Verdes puros ou homozigóticos
14 XY  - (verde nada)    - Fêmeas  Verdes puras
23 XX  - (canela verde)  - Machos  Verdes heterozigótico portador de canela
24 XY  - (canela nada)   - Fêmeas  Canelas puras.

Resultado;
25% serão verdes puros e machos
25% fêmeas verdes puras
25% serão machos não puros ou seja portador de canela
25% serão fêmeas canelas.

Este acasalamento visa obter fêmeas Canelas de excelente marcação. Os verdes talvez não sejam tão bons, devido ao fato do canário ser recessivo de canela. Este fato pode ocasionar a perda da oxidação das patas e bicos nos verdes e a transferência da feomelanina dos canelas  para os verdes. 
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Macho Verde Homizigótico  com  Fêmea  Ágata (Pura)
XX = X VERDE  X VERDE          XY = X ÁGATA  Y NADA
1 2                                               3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (verde ágata)   - Machos Verdes heterozigótico portador de ágata
14 XY  - (verde  nada)   - Fêmeas  Verdes puras
23 XX  - (verde ágata)   - Machos Verdes heterozigótico portador de ágata
24 XY  - (verde nada)    - Fêmeas  Verdes puras.

Resultado;
50% serão machos verdes heterozigóticos portador de ágata
50% fêmeas verdes puras
Este acasalamento não deve existir devido ao fato de estarmos cruzando  canários oxidados (verdes) com canários  diluídos (ágatas). O produto deste acasalamento podem afetar tanto os filhotes verdes no que tange a herdar a diluição dos ágatas e os filhotes ágatas de herdar a oxidação dos verdes.
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Envoltura dos Canelas:  Os canelas se caracterizam pela ausência da eumelanina negra na sua estrutura de cor. No dorso apresentam o manto melânico composto de um conjunto de listras e bastões de cor Marrom. Estas listras devem ser contínuas e largas no dorso, asas e flancos as listras que iniciam na cabeça são bem mais finas. As listras devem nítidas,retas,simétricas e centradas e a cor de fundo pode ser o o branco(Canela Prateado), amarelo ou vermelho, mais o fator de refração azul. Obs: A listras dos flancos são mais acentuadas nas fêmeas, podendo ser até um critério de dimorfismo entre machos e fêmeas nos verdes. Os filhotes nascem com os olhos rosados e aos poucos vai acastanhando. Sem oxidação nas patas e bicos.
Canelas Intensos
Macho Canela Homozigótico com  Fêmea Canela (Pura)
XX = X CANELA X CANELA       XY = X CANELA  Y NADA
1 2                                                  3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (canela canela)  - Machos  Canela puros ou homozigóticos.
14 XY  - (canela nada)     - Fêmeas   Canela puras.
23 XX  - (canela canela)  - Machos  Canela puros.
24 XY  - (canela nada)     - Fêmeas   Canela puras.
Resultado;
50% serão machos canelas puros
50% fêmeas canelas puras
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Macho Canela Homozigótico com  Fêmea Verde (Pura)
XX = X CANELA X CANELA       XY = X VERDE    Y NADA
1 2                                                  3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (canela verde)   - Machos  Verdes heterozigóticos portadores de Canela.
14 XY  - (canela nada)    - Fêmeas   Canela puras.
23 XX  - (canela verdes)  - Machos  Verdes heterozigóticos portadores de Canela.
24 XY  - (canela nada)     - Fêmeas   Canela puras.

Resultado;
50% serão Verdes heterozigóticos portadores de Canela.
50% fêmeas canelas puras.
Este acasalamento visa obter fêmeas Canelas de excelente marcação. Os verdes talvez não sejam tão bons, devido ao fato do canário ser recessivo de canela. Este fato pode ocasionar a perda da oxidação das patas e bicos nos verdes e a transferência da feomelanina dos canelas  para os verdes.
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Macho Canela Homozigótico com  Fêmea Ágata  (Pura)
XX = X  Canela X  Canela              XY = X  Ágata  Y  NADA
1 2                                                 3 4

Nota:Não existe relação de dominância quando se cruza gametas de Canela x Ágata e vice versa. Quando se confrontam estes dois gametas retornamos para o Negro Marrom. 

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (Canela  Ágata)   -  Machos  Machos Negro Marrom Portador de Ágata,Canela e Isabelino.
14 XY  - (Canela    nada)   -  Fêmeas   Canela puras.
23 XX  - (Canela  Ágata)   -  Machos  Machos Negro Marrom Portador de Ágata,Canela e Isabelino.
24 XY  - (Canela    nada)   -  Fêmeas   Canelas puras.

O Negro Marrom citados acima, podem ser; verdes, azuis e cobres dependendo da cor de fundos. 

Resultado;
50% serão Machos Negro Marrom Portador Ágata, Canela e Isabelino.
50% fêmeas Canelas puras
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Envoltura dos Ágatas:  Os ágatas se caracterizam pela diluição das melaninas negra e marrom, sem que a mesma desapareça na sua estrutura de cor. No dorso apresentam o manto melânico diferente dos verdes, onde as listras se apresentam entre cortadas e os bastões normais de cor negra diluida e a cor de fundo pode ser o branco (Prateado), amarelo ou vermelho. Nos ágatas se destacam uma estrutura de cor negra na forma de bigode, bem abaixo dos olhos e nos cantos do bico, chamado de bigodeira. Não apresentam oxidação nas patas, bicos e unhas.
Comentário feito em 2010
Na atualidade os canários ágatas apresentados em concursos devem exibir a melanina negra muito forte, não o diferenciando da melanina negra encontrada nos verdes. Mesmo sendo uma categoria de cor onde a melanina negra sofre diluição.
Comentário em 2012.
A FOB desde de 2011 veem intensificando a retomada dos padrões de todas as categoria dos canários de cor, divulgando material referente a análise da envoltura e fotos do modelo standard da categoria. Hoje o foco principal do Ágata é o contraste da cor lipocrômica de fundo com a cor melânica e a melanina negra deve estar diluida.
Exemplo de Canário Ágata Mosaico

Ágata Amarela Nevado


Macho Ágata Homozigótico com  Fêmea Ágata  (Pura)
XX = X ÁGATA X ÁGATA         XY = X ÁGATA  Y NADA
1 2                                                3 4

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (ágata    ágata)  -  Machos  Ágatas puros ou homozigóticos.
14 XY  - (ágata     nada)  -  Fêmeas   Ágata puras.
23 XX  - (ágata    ágata)  -  Machos  Ágata puros.
24 XY  - (ágata     nada)  -  Fêmeas   Ágata puras.

Resultado;
50% serão machos Ágatas puros
50% fêmeas Ágatas puras
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Macho Ágata Homozigótico com  Fêmea Canela  (Pura)
XX = X  ÁGATA X  ÁGATA        XY = X  CANELA  Y  NADA
1 2                                                 3 4

Nota:Não existe relação de dominância quando se cruza gametas de Canela x Ágata e vice versa. Quando se confrontam estes dois gametas retornamos para o Negro Marrom.   


Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  -  (Ágata  canela)   - Machos  Machos Negro Marrom Portador de Ágata,Canela e Isabelino.
14 XY  -  (Ágata     nada)   - Fêmeas   Ágatas puras.
23 XX  -  (Ágata  canela)   - Machos  Machos Negro Marrom Portador de Ágata,Canela e Isabelino.
24 XY  -  (Ágata     nada)   - Fêmeas   Ágatas puras.

O Negro Marrom citados acima, podem ser; verdes, azuis e cobres dependendo da cor de fundos. 

Resultado;
50% serão Machos Negro-Marrom Portador Ágata,Canela e Isabelino.
50% fêmeas Ágatas puras
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Envoltura dos Isabelinos:  Os Isabelinos se caracterizam pela ausência da eumelanina negra na sua estrutura de cor. No dorso apresentam o manto melânico composto de um conjunto de listras e bastões de cor Marrom, sendo que a cor marrom sofre a diluição. Estas listras devem ser contínuas e largas no dorso, asas e flancos.As listras que iniciam na cabeça são bem mais finas. As listras devem nítidas, retas, simétricas e centradas e a cor de fundo pode ser o branco,amarelo ou vermelho, mais o fator de refração azul. Sem apresentar a oxidação de patas e bico. O critério a seguir como padrão de seleção para esta categoria, é que a melanina marrom não pode estar muito marcadada, pelo fator de ser uma cor que sofreu diluição da melanina marrom e também não pode ser muito apagada,ou seja com excesso de diluição. Sempre procurar um padrão intermediário.Também não pode ter a feomelanina distribuida ou seja fora das zona de marcação, pois tiraria a beleza da cor lipocrônica.
Um acréscimo, o nome Isabelino vem de Isabel que em espanhol é  Elizabeth. O nome foi dado para homenagear a rainha Elizabeth  da Inglaterra, que gostava de muito desta cor (Bege).     
Canarios Isabelinos Amarelos Intensos
Macho Isabelino Homozigótico com  Fêmea Isabelina (Pura)
XX = X Isabel  X Isabel                      XY = X Isabel   Y NADA
1 2                                                     3 4

Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  -  (Isabel  Isabel)   - Machos  Isabel homozigóticos (Puros)
14 XY –  (Isabel    nada)   - Fêmeas   Isabel puras.
23 XX -   (Isabel  Isabel)   - Machos  Isabel homozigóticos (Puros)
24 XY -   (Isabel    nada)   - Fêmeas  Isabel puras.

Resultado;
50% serão machos Isabelinos puros.
50% fêmeas Isabelinas puras.
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Macho Isabelino Homozigótico com  Fêmea Ágata (Pura)
XX = X Isabel  X Isabel                      XY = X  Ágata   Y NADA
1 2                                                     3 4

Cruzamentos dos Cromossomas
13 XX  -  (Isabel  Ágata)    - Machos  Ágatas heterozigóticos Portadores de Isabelino
14 XY  -  (Isabel    nada)    - Fêmeas   Isabel puras.
23 XX  -  (Isabel  Ágata)    - Machos  Ágatas heterozigóticos Portadores de Isabelino
24 XY  -  (Isabel    nada)    - Fêmeas   Isabel puras.
 
Resultado;
50% serão    Machos  Ágatas heterozigóticos Portadores de Isabelino.
50% fêmeas Isabelinas puras

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Fator Marfim: Fator genético ligado ao cromossoma do sexo que interfere na côr lipocrômica a deixando empalidecida. Todas as cores lipocrômicas, possuem canários da côr marfim;  
Amarelo   = Amarelo Marfim
A esquerda Canário Amarelo Marfim e a direita Amarelo Intenso

Vermelho = Vermelho Marfim

A esquerda Canário Vermelho intenso e a direita Vermelho marfim

A relação de dominância das cores lipocrômicas em relação ao fator marfim é a seguinte; Amarelo e vermelho dominam os Amarelo Marfim e Vermelho Marfim. Os brancos são dominados pelos amarelos e vermelhos.

Nota: A alguns ano atrás a diferença entre as cores marfins e as cores principais, eram nítidas. Na atualidade esta diferença é muito pequena dentro da escala das cores. Abaixo relação da evolução da cor marfim.




Macho Amarelo Portador de Marfim Heterozigótico com  Fêmea Amarelo (Pura)
XX = X Amarelo  X Amarelo Marfim    XY = X  Amarelo  Y NADA
1 2                                                        3 4
  
Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  - (Amarelo    Amarelo)    - Machos  Amarelos (puros)
14 XY  - (Amarelo           nada)   - Fêmeas   Amarelas puras.
23 XX  -  (A.Marfim  Amarelo)   - Machos  Amarelos heterozigóticos Portadores de Marfim
24 XY  -  (A.Marfim        nada)   - Fêmeas   Amarelo Marfim puras.

Resultado;
25% serão    Machos  Amarelos puros.
25% serão    Fêmeas Amarelas puras.
25% serão    Machos Amarelos heterozigóticos Portadores de Marfim.
25% serão    Fêmeas Amarelo Marfim puras.
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Fator Opalino: Fator de características recessiva não ligado ao sexo. Este fator atua nas melaninas dos canários da linha escura, diluindo ao máximo a feomelanina (marrom)  e diluindo a Eumelamina (negro) sem que esta desapareça do manto melânico. O fator opalino não reduz a oxidação nas patas e bicos dos canários. O fator opalino somente será transmitido quando ocorrer à dupla informação nos dois cromossomas. Por este motivo nos cruzamentos entre opalinos o cromossoma ‘Y’ das Fêmeas também passam a portar esta informação genética. Quando se trabalha com opalinos devemos aceitar um pouco mais a feomelanina (marrom), pois a feomelanina irá tornar o conjunto das penas mais alinhadas. As penas dos canários opalinos se caracterizam por serem secas e muito quebradiças, devido ao fato de conter pouco líquido no interior da pena, são semelhantes aos nossos cabelos quando ficam brancos. Quando se trabalha com opalinos é sempre interessante acasalar  canários Opalinos com canários portadores de Opalinos para melhorar a qualidade da plumagem do filhotes, pois estaremos acasalando um canários de penas secas (Opalino) com um com penas normais (Portadores de Opalino).    


Canario Verde Opalino
Regras de transmissão do fator Opalino;

Macho (Linha escura Opalino)  com  Fêmea (linha escura Opalina)
Todos os filhotes serão Opalinos e obedecendo os padrões de dominância dos canários da linha escura.
              
Macho Canela Opalino com  Fêmea Verde Opalina (Pura)
XX = X CANELA  X CANELA       XY = X VERDE  Y Opalino
1 2                                                   3 4    

Cruzamentos dos Cromossomas

13 XX  -  (canela  Opalino verde  Opalino)   - Machos  Verdes Opalinos portadores de Canela.
14 XY  -  (canela  Opalino            Opalino)  - Fêmeas   Canela Opalina.
23 XX  -  (canela  Opalino verde  Opalino)   - Machos  Verdes Opalinos portadores de Canela.
24 XY  -  (canela  Opalino            Opalino)   - Fêmeas   Canela Opalina.

Resultado;
50% serão   Verdes  Opalinos portadores de Canela.
50% fêmeas canelas Opalinas puras

As fêmeas canelas opalinas sairão com a cor da plumagem esbranquiçada em virtude do fator opalino retirar a feomelanina (marrom).
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Macho (Linha escura Opalino)  com  Fêmea Verde
Todos os filhotes serão portador de Opalinos e obedecendo os padrões das dominâncias dos canários da linha escura.

Macho (Verde portador de Opalino) com  Fêmea Verde
A metade dos  filhotes serão verdes portadores de Opalinos e a outra metade serão verdes normais.

Tenho notado que alguns canários quando portadores de opalinos quase sempre esteriorizam a presença deste fator (herança genética)  marcando pequenas zonas de diluição na plumagem ou seja, o fator opalino quando presente quase sempre se manifesta.
Existe alguns criadores que estão melhorando a cor dos canários Verdes Opalinos utilizando o cruzamento com canários Canela Opalino.Eu ainda prefiro trabalhar com os verdes portadores de opalinos, trabalhados para possuirem uma boa oxidação e um poucos mais de Feomelanina (Marrom), para serem utilizados nos acasalamentos com os canários Verdes Opalinos. Os filhotes obtidos no cruzamento de canários Verdes Opalinos com os canários Canela Opalino ou Canela portador de Opalino, melhoram a cor dos Verdes Opalinos(Tipo=Marcação), mas perdemos muito na envoltura (Conjunto), no que tange a pouca oxidação nas patas e bicos, levando no mínimo mais 1 anos para corrigir este defeito. Em clubes que não existam disputa acirradas nesta linha de cor de canários, tudo bem, certamente o criador irá se dar bem. Mas não se esqueça que hoje as disputa estão muito parelhas e em grandes campeonatos geralmente os vencedoras vencem por detalhes.   
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O Gene Mosaico.
Existem muitas controvérsias a respeito destes genes herdados do Cardealito da Venezuela ou Tarin, no que tange a questão dos genes serem ligados ao cromossomo sexual ou se são autossomais (herdados). O que podemos dizer hoje é que para o mosaiquismo poder se manifestar teen que ocorre em dose dupla, ou seja, os dois cromossomos devem possuir o gene mosaico. A questão referente aos mosaicos é que as zonas de marcação somente aparecem após a primeira muda e este fato nos leva a crer que estas marcações nas zonas de índices são estabelecidas por genes diferentes dos localizados no cromossomo sexual. A linha dos canários mosaicos se distingue das demais linhas pelo dimorfismo entre machos e fêmeas. Este dimorfismo nos propicia identificar após a primeira muda os machos e as fêmeas pela distribuição da cor em suas plumagens. O fator mosaico esta presente nas linhas de canários lipocromicos e na linha escura. O gene mosaico ainda não foi permitida sua inserção nos canários de porte.
Pelo fato de serem canários dimorficos estes canários são julgados em concursos separadamente. As fêmeas concorrem somente com fêmeas e os machos com outros machos.
Obs; Não tem valor para concursos mosaicos  nevados.


Padrão de cor dos Machos
Devem possuir uma mascara no formato triangular, onde as pontas maiores do triangulo, uma deve passar acima da região dos olhos e seguir contornando a testa e seguir para o outro lado da face formando o mesmo traçado e a outra ponta passando por baixo do bico e seguindo para o outro lado da face formando o mesmo traçado, não podendo nenhuma das duas pontas sofrer descontinuação.
Os encontros das asas devem estar bem marcados e esta marcação deve se estender nas pontas da remiges. Na região do uropígio deve aparecer uma forma triangular fortemente marcada de lipocromo. O peito deve ter uma marcação triangular fortemente marcada de lipocromo. 
Padrão Facial do Vermelho Mosaico

Padrão de cor das  Fêmeas
Deve possuir um contorno lipocromico ao redor dos olhos com uma marcações pequena e horizontal nos cantos dos olhos indo à direção da nuca.
As demais marcações são semelhante a dos machos com um pouco menos de intensidade no que se refere carga lipocromica. As fêmeas não possuem marcação lipocromica no peito.
Fêmea padrão Vermelho Mosaico

Algumas considerações
São canários belíssimos e algumas linhas, no caso dos vermelhos mosaicos são difíceis de serem criados por ser um canário de fundo branco, fato que exigem muitos cuidados no que se refere à limpeza do ambiente e qualidade das gaiolas e outros.
Também pelo fato dos canários mosaicos serem muito propícios a quistos de penas.
Um fato que o criador iniciante deve estar atento é que nesta linha de canários as modificações externas para os concursos começam cedo, sofrem deplumação, pinturas das penas, aplicação de silicone liquido, banho com branqueadores importados e na maioria das vezes (quase sempre) nem sempre os melhores canários vencem.
Existem nos mosaicos acasalamentos especificos para se produzir bons machos ou fêmeas para concursos. Para obter bons machos devemos acasalar com fêmeas que tenham a mascara fora do padrão ou seja com a mascara um pouco maior, mais larga. Lógico que não vamos concorrer  com elas, mas são de grande valia para obteção de machos bem mascarados. Para obter boas fêmeas devemos pegar as que estão dentro do padrão para concurso e acasalarmos com machos de mascaras pequenas (menos largas). Devido a estes fatos, existem criadores que se especializaram somente em produzir fêmeas para os concursos e outros somente machos.
Os acasalamentos devem ocorrer somente entre mosaicos x mosaicos e de acordo com cada linha.

No final de 2011, houve uma mudança na envoltura dos canários vermelhos mosaicos machos apresentados em concursos. A zona de índice dos flancos  das duas asas que  hoje teen a pigmentação vermelha,  deverão ser apresentadas sem a pigmentação ou seja na cor branca. Como esta modificação ainda levará algum tempo para ser fixada os canários poderão concorrer com estas área de índice com a menor  pigmentação vermelha possível.
   

Surgimento dos Canários Feomelanicos - Fator INO
O fator INO foi responsável por algumas mudanças no fenótipo dos canários. Estas mudanças ocorreram nas melaninas dos canários e também  na mudança da coloração da íris, que passou a ter a cor vermelha. A fixação deste fator ocorreu  no ano de 1965 em Bruxelas. O surgimento deste fator ocorreu em um canário isabelino.


O fator INO nos canários isabelinos, fazia com que este canário perdesse por completo qualquer traço melânico externo, tanto na coloração dos olhos, quanto em seus desenhos melânicos. A aparência deste canário ficou semelhante à de um canário lipocromico amarelo, somente a cor dos olhos que o diferia de um  canário amarelo padrão.

Foi constatada uma outra diferença do canário amarelo normal. Ao assoprar o ventre do canário, onde o fator INO se manifestou, notou-se que a sobre-pena deste canário continha uma sombra melânica, que ficaria como herança dos canários melânicos. Não se sabia ainda quais as modificações que o fator INO provocava. Mais tarde foi passado o fator INO para um canário Ágata. O fator INO introduzido no ágata, causou o mesmo efeito do fator INO, passado para o Isabelino.  O canário Ágata INO, ficou semelhante a um canário amarelo normal. A única diferença para o Isabelino INO, é que a sombra da sobre-pena ficou mais escura que as do Isabelino INO.

Mais tarde foi passado o fator INO para os canários da linha negra; Os verdes e Canelas. Ficou constatado que tanto nos canários verdes e canelas (negro e marron), o fator INO provocava alterações, sendo que a melanina marrom é a que menos sofria. Ficou comprovado então que o fator INO atua como um fator de DILUIÇÃO e com força muito intensa nas melaninas, causando o apagamento destas ou simplesmente borrando todo desenho melanico do canário. Também ficou claro que este fator não deve ser passados em canários diluídos (ágatas e isabelinos), pois estes canários sofreriam um duplo fator de diluição, voltando este a canários aparentemente falsos lipocrômicos.

Com introdução do fator INO na linha dos canários  Negros, Marrom  oxidados, surgiu então canário FHEO melanicos.

Pelo fato deste fator produzir canários com a cor da íris dos olhos na cor vermelha, semelhante à cor da pedra de Rubi, foi designado de Rubino para os vermelhos, lutino para o amarelos e albino para os brancos.            


O fator INO tem  característica de ser autossomal ou seja, transmitido quando ambos os cromossomas da fêmea a do macho  possuírem  o mesmo gene.             





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